Filipino suspeito de matar garota de programa é preso no litoral do PR

Fernando Garcel e Ricardo Pereira - BandNews FM Curitiba


Um filipino de 32 anos está preso em Paranaguá, litoral do Paraná, pela suspeita de ter assassinado uma garota de programa. O corpo da vítima, uma mulher de 39 anos, foi encontrado na noite de terça-feira (20) dentro da casa dela. Ele foi a última pessoa a ser vista com a mulher e a polícia encontrou o documento de identidade dele no local do crime. Segundo a perícia, a mulher foi morta com golpes de um peso de porta na região da cabeça.

De acordo com o delegado do município, Nilson dos Santos Diniz, o caso chegou ao conhecimento da polícia após colegas de trabalho da vítima terem notado a falta dela. “Ele foi visto com ela durante a madrugada. Ele acompanhou a vítima até a residência dela. Em seguida ele deixou o local. Por volta das 20 horas do dia seguinte as meninas que trabalhavam com ela sentiram falta e foram a casa dela. No local, elas encontraram ela morta”, conta Diniz.

No local do crime, a polícia encontrou a cédula de identidade do suspeito. Com o documento, os agentes localizaram o navio em que ele era tripulante e nas diligências encontraram roupas sujas de sangue. “Além de uma lesão grande na mão ele também possuía escoriações pelo corpo. Ele é suspeito do crime e foi autuado em flagrante por existir indícios concretos de que ele seria o autor do crime, mas ainda é cedo para apontar com convicção que foi ele”, diz o delegado.

Outro lado

No depoimento prestado ao delegado, o suspeito declarou que durante o ato sexual com a vítima outros dois indivíduos entraram no local e seriam eles os responsáveis pelo assassinato da jovem. “Essa versão dele precisa ser corroborada por outros elementos e hoje ainda é uma versão inviável”.

Agora, a polícia tem 10 dias para coletar elementos de prova para indiciar, ou não, o filipino pelo crime. “Somente ela e o autor se encontravam presentes. Nesse momento está ocorre a perícia para coleta de digitais. Com o laudo, vamos fazer uma nova análise. Vão ser feitas coletas de imagens de estabelecimentos vizinhos e oitiva de outras testemunhas”, conta o delegado.

 

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