Prazo para concluir inquérito que investiga acidente na Linha Verde pode ser prorrogado

Thaissa Martiniuk - Bandnews FM Curitiba


O delegado que investiga o acidente com uma viatura da Polícia Militar que matou quatro pessoas na Linha Verde, no fim de julho, deve pedir mais prazo para concluir o inquérito. Vinicius Augustus de Carvalho, da Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran), aguarda o resultado de uma perícia que pode comprovar a velocidade em que estava o veículo no momento do acidente e um laudo sobre as condições da viatura após a batida.

A data para finalizar o inquérito termina na próxima segunda-feira (03).

O acidente aconteceu no dia 31 de julho embaixo do viaduto da Avenida das Torres, depois que uma viatura do 20° Batalhão da Polícia Militar perdeu o controle e acertou um ponto de ônibus. Quatro pessoas foram atingidas. Os dois policiais que estavam na viatura e outro motorista, envolvido no acidente, tiveram ferimentos leves.  Quatro pessoas morreram.

Em depoimento, os policiais afirmaram que a sirene e o giroflex estavam ligados, no entanto, as investigações apontaram que a informação era falsa. Além disso, a polícia civil apurou que a equipe – que trafegava na canaleta exclusiva do ônibus, não estava a caminho de nenhuma ocorrência.

Durante as audiências, os policiais ainda relataram que o condutor da viatura perdeu o controle ao ver que um homem atravessava a via. A informação foi confirmada depois de consultadas imagens de câmeras do prédio da Polícia Rodoviária Federal, que fica a poucos metros do local do acidente. Nas imagens é possível ver uma pessoa cruzando a rua.

Para o delegado, sem o resultado das perícias não é possível dizer se os policiais vão responder por homicídio culposo – quando não há intenção de matar – ou por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de morte. A Polícia Militar também apura o caso internamente.

À época do acidente, a PM afirmou, por meio de nota que não compactua com desvios de conduta de seus integrantes e, se ficar comprovada alguma irregularidade ou desvio de conduta dos policiais, respeitados os princípios da ampla defesa e do contraditório, os policiais militares serão responsabilizados dentro do rigor da lei.

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