Mais de 170 flamingos morrem após ataque de onças no Parque das Aves, em Foz; imagens

Rafael Nascimento e Tarobá News


Um ataque de onças resultou na morte de 172 flamingos no Parque das Aves, em Foz do Iguaçu, na região oeste do estado, na madrugada desta terça-feira (9). Apenas quatro aves que estavam no recinto sobreviveram.

A administração do parque, uma das principais atrações turísticas de Foz, lamentou a morte das aves. Câmeras de segurança do espaço mostram uma onça pintada circulando dentro do recinto dos flamingos.

Além dela, outro felino também participou do ataque.

As aves foram encontradas mortas na manhã desta terça-feira (9) por funcionários do parque. A morte dos flamingos gerou bastante comoção nas redes sociais.

“A nossa equipe está em luto. A nossa maior preocupação neste momento é acolher os nossos colaboradores, muito fragilizados por tudo que aconteceu. É uma cicatriz na história do Parque das Aves. Estamos tristes, mas também confiantes que daqui pra frente nos reergueremos, como fizemos outras vezes”, comenta Anna Croukamp, fundadora do Parque das Aves.

Onças vivem no Parque Nacional do Iguaçu

O administração divulgou nota de pesar e suspendeu todas as visitas que estavam agendadas para os próximos três dias. O Parque das Aves reabrirá ao público na sexta-feira (12).

Segundo a nota, as duas onças vivem no Parque Nacional do Iguaçu: Indira e seu filhote, Aritana, que está aprendendo a caçar.

Nem todos os animais morreram pelo encontro direto com as onças. Alguns flamingos vieram a óbito pelo estresse da situação, fenômeno chamado de miopatia de captura.

O Parque das Aves é a única instituição do mundo focada na conservação das aves da Mata Atlântica. Cerca de 52% das aves que habitam o local são resgatadas do tráfico ilegal de animais silvestres ou de maus tratos.

A colônia de flamingos do Parque das Aves foi criada em 1995, quando chegaram os 16 primeiros animais resgatados. Lá, esses animais encontraram uma segunda chance de vida, recebendo todos os cuidados e atenção da nossa equipe técnica, posteriormente se reproduzindo e gerando a colônia.

“Foi uma surpresa. É arrasador, não consigo nem explicar o que estou sentindo. Depois de tanto tempo de trabalho, luta e carinho por esses animais: é uma situação muito triste. Até agora não estou acreditando. Acho que a gente não vai esquecer disso tão cedo.”, comenta Mário Diba, o tratador que foi responsável pelos cuidados desses animais nas últimas décadas.


Com informações da Tarobá News.

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