Frio chega e deixa hospitais de Curitiba cheios

O frio e as doenças respiratórias características do inverno fizeram a procura por atendimento pediátrico de urgência e ..

Metro Jornal Curitiba - 15 de junho de 2018, 08:00

Foto: Valdecir Galor / SMCS
Foto: Valdecir Galor / SMCS

O frio e as doenças respiratórias características do inverno fizeram a procura por atendimento pediátrico de urgência e emergência disparar nos últimos dias em Curitiba.

No Hospital Pequeno Príncipe, a espera chegou a 4 horas na última quarta-feira (13). O pico foi em 18 de maio, quando 153 crianças foram atendidas (a média é de 80). A espera chegou a sete horas.

Segundo a assessoria do Pequeno Príncipe, só dois casos eram urgentes e 3% tinham passado por uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da prefeitura, o caminho indicado.

O movimento no Hospital Nossa Senhora das Graças cresceu 30% no inverno. Em outros períodos do ano, cerca de 100 crianças passam diariamente pelo pronto-atendimento.

Já nas unidades municipais de saúde, a procura aumentou 25% entre maio e julho, segundo Tânia Pires, superintendente de Gestão em Saúde da prefeitura. Para ela, é importante que os pais avaliem a necessidade de procurar uma unidade.

“Febre não é um indicativo de emergência", diz Tânia. O ideal, diz ela, é medicar a criança e aguardar 48 horas.

“A maioria dos casos que chegam a UPAs e Unidades de Saúde não são casos de urgência e emergência. Não tem por que levar uma criança com resfriado para um ambiente com pessoas com pneumonia, como uma UPA".

Vacinação contra a gripe

O Ministério da Saúde prorrogou para o dia 22 de junho a campanha de vacinação contra a gripe. A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba ofertará a vacina por mais uma semana em 110 unidades básicas de saúde da capital, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

Em Curitiba, a cobertura da população prioritária atingiu 79% da meta. Como no resto do país, crianças de seis meses a menores de cinco anos, gestantes e doentes crônicos são os grupos que apresentam menor cobertura, com 52,8%, 55% e 55,1%.

“Precisamos estimular a vacinação. Pessoas com Síndrome Respiratória Aguda Grave podem morrer”, alerta a superintendente de Gestão em Saúde da prefeitura, Tânia Pires. “A pessoa não precisa passar por consulta”.

Além de crianças de 6 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias, estão no grupo idosos com 60 anos ou mais, pessoas com doenças crônicas não-transmissíveis, gestantes, mulheres em pós-parto, trabalhadores da saúde e professores.