Frio exige atenção redobrada com equipamentos a gás

Mariana Ohde


O frio exige cuidado redobrado de quem tem aparelhos a gás em casa – ambientes mal ventilados podem favorecer o surgimento do monóxido de carbono, um gás tóxico e que pode ser letal e é resultado da queima incompleta do combustível. Por não ter cor e nem cheiro, esse gás é de difícil percepção.

“É nosso dever alertar nossos consumidores e a sociedade em geral, sobre a importância de manter os equipamentos a gás em bom estado de conservação e instalação, além de lembrar sobre necessidade de ventilação adequada em locais onde há aparelhos a gás”, ressalta o Gerente da Companhia Paranaense de Gás (Compagas), Reinaldo Glir.

A melhor maneira de evitar acidentes com o monóxido de carbono é manter a manutenção dos aquecedores em dia. Entre os itens que precisam ser verificados, estão as instalações dos dutos da chaminé, que podem sofrer desgaste com o acúmulo de vapor de água, a pressão, os bicos de entrada do gás e da água e os queimadores.

As principais causas de acidentes, de acordo com o Corpo de Bombeiros, são a falta de ventilação e a má instalação dos aparelhos a gás (principalmente aquecedores de água), como deficiência da chaminé e local inapropriado. O mais indicado é que aquecedores a gás sejam instalados na área de serviço, porque costuma ser o ambiente mais arejado da casa.

Para uma segurança ainda maior é importante que, na execução dos projetos de engenharia, sejam contemplados o detalhamento da ventilação adequada das áreas que contarão com estes aparelhos e a correta instalação das chaminés, de acordo com medidas e ângulos padronizados pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

A norma da ABNT que descreve as medidas necessárias para a adequação de ambientes residenciais para a instalação de aparelhos que utilizam gás combustível é a NR 13103. “Nos projetos de conversão dos edifícios para o uso do gás natural, a Compagas respeita esse aspecto e orienta todas as adequações necessárias de forma a garantir a segurança das famílias e o fornecimento contínuo do combustível”, ressalta Glir.

Dicas de segurança

– Verifique se a chama dos equipamentos é de cor azul; se for de outra cor (amarela, alaranjada ou roxa) estão funcionando de forma defeituosa. Nesse caso, chame um profissional qualificado para que revise o equipamento e a ventilação.

– Certifique-se de que as saídas dos gases ao exterior estão livres de obstruções e instaladas de forma regulamentada.

– Não utilize fornalhas e fornos de cozinha para esquentar o ambiente; é perigoso.

– Esteja atento para a vida útil do equipamento. Caso esteja comprometido, é aconselhável sua substituição.

Vítimas

O vazamento de gás pode ter sido a causa da morte de um idoso de 63 anos, em Curitiba. O homem foi encontrado desacordado no início da noite deste domingo (12). De acordo com o Corpo de Bombeiros, o socorro foi chamado por causa do vazamento. Ao chegar ao local, os bombeiros encontraram o homem caído no escritório onde trabalhava. O aquecedor estava ligado e o local sem ventilação.

O idoso chegou a ser socorrido com vida pelo Siate, mas não resistiu. De acordo com o tenente Moletta, do Corpo de Bombeiros, o envenenamento por gás faz cerca de oito vítimas fatais por ano em Curitiba e região. “O monóxido de carbono não tem cheiro e nem cor. A pessoa não sente nada. Ela sente uma sonolência, um pouco de dor de cabeça e então desmaia, e então pode acontecer o óbito”, explica.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal