Gaeco acredita que fraude no DPVAT fez milhares de vítimas no país

(Com TV Band Londrina e BandNews FM)O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Paraná ..

Redação - 27 de setembro de 2016, 11:59

(Com TV Band Londrina e BandNews FM)

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Paraná apura o número de vítimas e o montante que pode ter sido desviado pelo grupo acusado de fraudar a solicitação do seguro DPVAT.

A ação que desarticulou a quadrilha foi deflagrada na segunda-feira em Londrina, Norte do Paraná, e cumpriu dez mandados de busca e apreensão. O principal investigado teve a prisão decretada, mas está fora do país.

Ele é proprietário da Cantoni Revisões. De acordo com as investigações, a empresa é suspeita de irregularidades na liberação do seguro, que paga até R$ 13,5 mil para vítimas de acidentes de trânsito.

O delegado Alan Flore afirma que duas práticas eram comuns: o cliente não recebia o valor, que era retido pela empresa, ou a vítima nem sequer chegava a ter conhecimento do dinheiro recebido.

"Temos também a comprovação de que em alguns casos a empresa acabou ingressando com ações judiciais em nome de clientes que sequer tinham conhecimento de que esses processos tinham sido iniciados em seus nomes", afirma. A entrevista foi concedida à TV Tarobá. De acordo com o delegado, a empresa agia em todo o país.

A suspeita é de que o proprietário da empresa, Márcio Cantoni, esteja em Miami. O advogado dele, Josafar Guimarães, rebate a acusação dos investigadores, de que Cantoni estaria foragido.

"Eu tomei ciência agora que ele não estaria aqui em Londrina. Não posso precisar exatamente onde ele esteja. Não está foragido, não tinha ciência de que essa operação seria deflagrada", contesta.

Ainda de acordo com o Gaeco, a empresa tinha acesso a informações privilegiadas. Dessa maneira, entrava em contato com a vítima de acidente de trânsito e oferecia o serviço, prometendo cobrar uma margem de 10% do benefício recebido.

O suspeito deve responder pelos crimes de apropriação indébita, estelionato, falsidade ideológica e posse ilegal de munição. Durante as buscas, feitas ontem, os policiais apreenderam documentos, computadores, armas e munições. Segundo o Gaeco, a empresa é responsável por fraudar o seguro DPVAT desde o ano de 2005.