GAECO cumpre ordem de busca e apreensão na sede do Instituto Ambiental do Paraná

Redação

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público do Paraná, cumpre três mandados de busca e apreensão nos gabinetes de  um diretor e de um técnico do Instituto Ambiental do Paraná, na sede do IAP, em Curitiba. A empresa de uma companheira de um dos servidores do IAP também é alvo da operação.

É a segunda etapa da Operação Rota 66 que investiga corrupção e concessão ilícita de alvarás para uma construtora na Região Metropolitana de Curitiba.

As investigações do MPPR são conduzidas pela 1ª Promotoria de Justiça de Campo Largo, com apoio do Núcleo de Curitiba do Gaeco. São apurados crimes cometidos por agentes públicos e terceiros no processo de licenciamento ambiental e emissão de alvarás de construção, para beneficiar uma construtora, que foi alvo de mandados de busca e apreensão na primeira fase da operação, realizada no mês de agosto. A análise de provas colhidas naquela ocasião indicaram o envolvimento de outras pessoas vinculadas ao IAP nas ilegalidades.

Obras

Nesta quarta-feira também foi dado cumprimento a liminar de suspensão do exercício das funções desempenhadas pelo técnico – ele agora está proibido de frequentar a sede do IAP e de manter contato com qualquer funcionário e testemunhas dos fatos investigados. Na mesma decisão, foi determinada a indisponibilidade de bens da empresa e dos seus sócios no montante de R$ 146.708.800,00 (para garantir eventual reparação aos consumidores afetados). Todas as ordens judiciais foram expedidas pela Vara Criminal de Campo Largo, a pedido da 1ª Promotoria.

As buscas feitas nessa etapa objetivam apreender computadores, celulares, pen-drives, agendas e outros materiais de interesse da investigação. A empresa de construção civil investigada é detentora e executora de quatro empreendimentos residenciais em Campo Largo, vinculados ao programa federal Minha Casa, Minha Vida, avaliados em R$ 400 milhões, além de outras obras na região metropolitana.

Com informações do MPPR
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