Gaeco denuncia 24 por fraudes em licitação no Paraná

Andreza Rossini


Três servidores municipais de Itaipulândia, no oeste do Paraná, e outras 21 pessoas, incluindo ex-servidores públicos e empresários do ramo de construção civil foram denunciados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), de Foz do Iguaçu.

Os envolvidos são acusados pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa, passiva e fraude em licitações. Eles são investigados na Operação Citrus, que começou há um ano. De acordo com o Gaeco, as provas indicam a existência de um esquema entre empresários e servidores públicos, para fraudar e direcionar licitações, principalmente no ramo de construção civil.

As ilegalidades seriam para favorecer, entre outros, a empresa do irmão do prefeito de Itaipulândia, Miguel Bayerle (PR). O irmão, a cunhada e o filho do prefeito são investigados na operação. Desde que a operação foi deflagrada, a Justiça já decretou a prisão preventiva de dois denunciados, a custódia cautelar de outros quatro e o afastamento do cargo público dos três servidores municipais, além de outras medidas cautelares aplicadas aos demais investigados.

Ainda de acordo com o Gaeco, as obras licitadas chegam ao valor de R$ 10 milhões e, provavelmente, todas estão envolvidas em irregularidades. As obras foram executadas, as irregularidades estariam no superfaturamento ou no direcionamento da licitação.

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Operação

A Operação Citrus desmantelou um esquema de fraudes em licitações com empreiteiras em Itapulândia. No dia, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva, nove de prisão temporária, 13 de condução coercitiva e outros nove de busca e apreensão. Todos os mandados foram expedidos pelo Juízo Criminal da Comarca de São Miguel do Iguaçu, que abrange Itaipulândia.

Os mandados de prisão preventiva, sem prazo para liberação, miravam empresários e os de prisão temporária incluem servidores municipais, empresários e seus familiares. Entre os mandados de prisão está o irmão do prefeito do município. Os 13 mandados de condução coercitiva, quando a pessoa é levada para prestar depoimento, pretendiam ouvir pessoas que são suspeitas de ceder o próprio nome para participar das fraudes, conhecidos popularmente como “laranjas”.

Em nota, a Prefeitura de Itaipulândia afirmou, na época, colaborar com as investigações e fornecer o que for solicitado pelo Gaeco. Agora, os depoimentos vão ser colhidos e os documentos apreendidos analisados pelo MP.

 

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