Gaeco denuncia cinco policiais rodoviários estaduais por cobrança de propina

Andreza Rossini


O núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, apresentou uma denúncia contra cinco policiais rodoviários estaduais que teriam cobrado propina de motoristas para liberação de automóveis com irregularidades.

Eles respondem por concussão e prevaricação.

Os policiais foram investigados na Operação Via Calma, deflagrada em dezembro do ano passado.

A partir de notícia anônima encaminhada ao Gaeco, o órgão passou a acompanhar as diligências realizadas pelos policiais que teriam por hábito a montagem de operações de bloqueio em determinadas vias na região metropolitana de Curitiba, com o objetivo de cobrar as propinas.

As principais abordagens acompanhadas pelos investigadores foram realizadas no município de Almirante Tamandaré e Quatro Barras, de acordo com o promotor de Justiça do caso, Deonilson Soares de Almeida.

De acordo com o Gaeco, os policiais abordavam veículos em situação irregular (com débitos pendentes no Detran, falta de documentação ou multas de trânsito não pagas) para liberá-los após o pagamento de propina. “Foram verificadas várias situações irregulares dos nossos policiais, posteriormente verificado que os veículos estavam com débitos e situações que justificavam a apreensão dos veículos, que eram liberados pelos policiais”, afirmou o promotor.

Os condutores dos veículos abordados foram procurados e ouvidos. “Algumas dessas pessoas confirmaram que efetivamente foi exigido pagamento de dinheiro”, afirmou.

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