Gaeco cumpre mandados contra guardas prisionais no Paraná

Os suspeitos teriam utilizado históricos escolares falsos de conclusão do 2º grau para aprovação nos processos seletivos dos cargos que atualmente ocupam.

Rafael Nascimento - 07 de julho de 2022, 10:09

Foto: Divulgação/MPPR
Foto: Divulgação/MPPR

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público do Paraná, realiza, nesta quinta-feira (7), uma operação que tem como alvos guardas prisionais temporários que atuam no estado. Eles são suspeitos de fraudarem processos seletivos, por meio do uso de documentos falsos.

Conforme o MPPR, os suspeitos teriam utilizado históricos escolares falsos de conclusão do 2º grau para aprovação nos processos seletivos dos cargos que atualmente ocupam. O Núcleo Regional de Educação confirmou a ilegitimidade dos históricos escolares apresentados.

A ação conta com o apoio do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen) e cumpre quatro mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais são cumpridas em residências de três guardas investigados pela prática criminosa e um, com o apoio do Depen e da Polícia Civil, na Cadeia Pública de Rolândia.

"O Gaeco de Londrina cumpriu quatro mandados de busca e apreensão no âmbito de uma investigação que apura o uso de documento falso por guardas municipais lotados em Rolândia. As investigações apontaram que dois agentes apresentaram históricos escolares falsos em testes seletivos pra essa função", explica o promotor de Justiça Leandro Antunes Meireles Machado.

INVESTIGAÇÕES

Os guardas prisionais investigados pelo Gaeco exercem a função desde 2010 e 2013, supostamente apresentando os documentos falsos em vários testes seletivos dos quais participaram nesse período.

As investigações tiveram início em junho deste ano após o Gaeco tomar conhecimento do possível uso de documento público falso por servidores lotados na Cadeia Pública de Rolândia.

Durante o cumprimento dos mandados, foram localizados documentos falsificados, medicamentos sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), drogas e munições. Em razão dessas apreensões, os investigados serão autuados em flagrante delito

Os materiais apreendidos serão analisados pelas equipes responsáveis para futuros desdobramentos das apurações. Após a conclusão das investigações, o Gaeco informou que adotará as providências judiciais e administrativas para o eventual afastamento dos investigados das respectivas funções públicas.

A operação também contou com o apoio do Núcleo de Operações com Cães da Polícia Civil do Paraná (NOC).