Gaeco mira concessão irregular de alvarás e licenças em Curitiba

Redação

Gaeco Prefeitura de Curitiba

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Paraná cumpre, nesta quarta-feira (4), quatro mandados de busca e apreensão na segunda fase da Operação Al-Barã, que investiga o pagamento de propina para facilitação da tramitação de processos de alvarás e concessão de licenças pela Secretaria Municipal de Urbanismo de Curitiba, entre os anos de 2013 e 2016, na gestão do ex-prefeito Gustavo Fruet.

Segundo o MP, após a deflagração da primeira fase da Operação Al-Barã, em 2017, foi instituída uma comissão no município de Curitiba que identificou irregularidades em 70 dos 362 procedimentos de alvará e licença analisados. Conforme o que ficou evidenciado, a concessão das autorizações não atendeu formalidades legais da Secretaria Municipal de Urbanismo.

As investigações do Gaeco indicam que o intuito das concessões irregulares de documentos seria beneficiar uma empresa de construção. Também há indícios da prática dos crimes de lavagem de dinheiro e advocacia administrativa (patrocínio, pelo funcionário público, de interesse privado perante a Administração Pública).

Os mandados foram expedidos pelo Juízo da 13ª Vara Criminal de Curitiba e são cumpridos na capital, em uma empresa e em residências do ex-secretário municipal de Urbanismo na gestão 2013-2016 e do proprietário e de um funcionário da empresa supostamente beneficiada.

A reportagem tenta contato com os citados.

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