Policiais que cobravam dinheiro para liberar “muambeiros” são presos pelo Gaeco

Redação

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Dez policiais militares, além de outras de pessoas que não atuam na corporação, foram presos em uma operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Paraná nesta terça-feira (10). Além dos 13 mandados de prisão cumpridos na região de Foz do Iguaçu, são cumpridos 26 mandados de busca e apreensão em casas pertencentes aos policiais e a outros envolvidos e também na sede do Destacamento da Polícia Militar de Santa Terezinha de Itaipu. A operação conta com o apoio da Corregedoria Geral da Polícia Militar.

Segundo o Gaeco, os três suspeitos que não são policiais atuavam como operador financeiro, receptador e informante do grupo suspeito. Os investigados teriam cometido os crimes de peculato, corrupção passiva, falsidade ideológica, prevaricação e lavagem de ativos.

Do total de 26 mandados de busca e apreensão, 20 são cumpridos em Santa Terezinha de Itaipu, quatro em Foz do Iguaçu, um em Cascavel e um em São Miguel do Iguaçu.

As prisões preventivas contra os policiais militares, assim como as buscas, foram decretadas pela Vara da Auditoria Militar. As demais prisões foram expedidas pela 2ª Vara Criminal de Foz do Iguaçu.

A reportagem aguarda um posicionamento da Polícia Militar.

MUAMBA

As investigações foram iniciadas pelo Núcleo do Gaeco de Foz do Iguaçu há cerca de um ano. Segundo o que foi apurado até o momento, os policiais estariam cobrando valores para liberar “muambeiros” (quem comercializa produtos sem o pagamento de impostos) e também estariam apreendendo mercadorias e desviando parte delas.

Os produtos desviados eram colocados no mercado por pessoas próximas ou por familiares dos policiais, inclusive por meio de sites. Ao final, o dinheiro era partilhado entre os integrantes da organização criminosa.

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