Vereadores de Rio Branco do Sul são presos em operação do Gaeco

Andreza Rossini


Por Narley Resende

Sete vereadores de Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, foram alvos de uma operação do Gaeco nesta segunda-feira (18).

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado cumpriu 24 mandados de busca e apreensão na cidade. Três pessoas foram presas, entre elas dois vereadores, por posse ilegal de armas.

Os parlamentares presos são o presidente da Câmara, José Maria de Araújo, do PSL, e o vereador Dinarte Pedroso, do PRB. O terceiro preso é  José Odinir de Souza Mariano.

A operação investiga pagamentos mensais a vereadores para que votassem de acordo com os interesses do prefeito Gibran Johnsson, do PSC. De acordo com o procurador Leonir Batisti, coordenador do Gaeco, uma empresa teria repassado o valor de R$ 5 mil aos vereadores da base do prefeito.

A investigação é da 1ª Promotoria de Rio Branco do Sul. A força-tarefa foi batizada de “Quirera” devido a forma como os investigados se referiam ao dinheiro recebido.

“Estaria sendo repassados a alguns vereadores para não opor resistência ao político do executivo. Até agora, não há suspeitas do envolvimento do prefeito. Uma empresa seria a responsável por repassar esses valores”, explicou.

A operação cumpriu mandados nos gabinetes e residências dos sete vereadores e do diretor-geral da Câmara de Rio Branco do Sul. Apesar dos presos por porte ilegal de armas, a Justiça ainda não expediu mandados de prisão para a operação.

“Ainda não confirmamos que todos esses sete e o próprio diretor-geral estejam envolvidos”, afirmou Leonir.

A Câmara Municipal e a Prefeitura de Rio Branco do Sul foram procuradas, mas ainda não se manifestaram sobre a operação. Ambas devem divulgar notas oficiais no início da tarde. O prefeito e os vereadores alvos da operação também não quiseram se pronunciar por enquanto.

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