Em Maringá, gasto com tratamento para dependentes químicos vai subir 44%

Mariana Ohde


Por Eduardo Xavier, Metro Maringá

Os gastos da prefeitura de Maringá com tratamento para dependentes químicos em comunidades terapêuticas vão aumentar 44% no próximo ano em relação a 2017. Parte dos atendidos são pessoas em situação de rua. O direito de acesso dos dependentes químicos à saúde pública são tema 6º Fórum Municipal de Políticas sobre Drogas.

Dados da Diretoria de Política Sobre Drogas, da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (Sasc), mostram que, neste ano, as 29 vagas por mês em quatro comunidades de tratamento vão custar R$ 378,6 mil.

Em 2018, as vagas serão aumentadas para 41, com custo total de R$ 567,1 mil.

Segundo o diretor do setor, Paulo Gustavo de Lima Ribas, 20 pessoas, em média, ficam mensalmente à espera de tratamento nas quatro comunidades terapêuticas que possuem convênio com o município. “Mas essas pessoas que não conseguem vagas não ficam sem atendimento”, disse.

Dependendo do quadro clínico, dependentes químicos são encaminhados para o Centro de Atendimento Psicossocial (Caps 3), no Jardim Tabaete, local onde podem ficar internados por até 14 dias para desintoxicação.

Também podem receber atendimento no Caps AD (Álcool e Drogas). No Hospital Psiquiátrico de Maringá há 80 leitos para atendimento de pessoas com problemas relacionadas a álcool e drogas ilícitas. Os encaminhamentos são feitos pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Na ala psiquiátrica do hospital municipal existem leitos para dependentes químicos que podem ficar em observação por até 14 dias também. “Dependendo do quadro clínico, a pessoa é encaminhada para algum tipo de serviço”.

Nas comunidades terapêuticas, conforme Ribas, o tempo de permanência máximo para fazer o tratamento de desintoxicação, conscientização e reinserção é de nove meses.

Fórum

Nesta sexta-feira (24), acontece o 6º Fórum Municipal de Políticas Sobre Drogas, das 7h30 às 17h, no auditório Dona Etelvina (bloco 7), na Unicesumar.

O tema é “Ações multidisciplinares na garantia de direitos”. O evento deve reunir 500 pessoas, entre profissionais das áreas da assistência social, educação e saúde e universitários.

Segundo Ribas, o foco é a população vulnerável e seus direitos. “A discussão é como oferecer tratamento digno à população de rua”.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal