Gerente de banco é preso por desvios de quase R$ 3 milhões no pagamento de precatórios

Redação



A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) desarticulou uma associação criminosa especializada em fraudar o recebimento de precatórios – que são valores devidos a beneficiários por municípios, estados ou pela União, após condenação judicial. O valor do golpe passa de R$ 3 milhões.

Após solicitação da polícia, a Justiça determinou o cumprimento de mandados de busca nas residências dos investigados, a apreensão de bens e o bloqueio de suas contas bancárias.

Um gerente do Banco do Brasil, de 55 anos, e um casal de empresários, ambos de 42 anos, foram presos temporariamente, na Grande Curitiba, durante a semana passada pelo envolvimento no esquema.

Até o momento foram identificadas cinco vítimas do esquema criminoso, todas de outros estados, sendo quatro do Rio de Janeiro e uma do Espírito Santo.

As investigações se iniciaram em dezembro de 2018, a partir de uma denúncia da Diretoria de Segurança Institucional do Banco do Brasil, que constatou o uso de documentos falsos para saques de precatórios e transferências de valores para contas fraudulentas abertas em nome das vítimas.

A polícia apurou que o gerente teria realizado consultas das contas judiciais e dos cadastros dos beneficiários que posteriormente foram objetos de fraude. Tal funcionário, além de lotado em agência diversa, não tinha como sua atribuição a abertura de contas e o resgate de depósitos judiciais.

Os valores dos precatórios eram creditados nas contas fraudulentas, em nome das vítimas, e depois eram transferidos para uma pessoa jurídica denominada Hosprofar Distribuidora de Produtos Farmacêuticos e Hospitalar e ainda para as contas pessoais do empresário investigado e sua esposa.

Os suspeitos irão responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro, furto mediante fraude, peculato e falsificação de documentos.

O gerente bancário e o empresário tiveram sua prisão preventiva renovada e continuam presos, a mulher foi libertada nesta semana após decisão judicial.

As investigações prosseguem para apurar a participação de mais pessoas no esquema criminoso.

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