Governo apresenta estudo de impacto ambiental da nova estrada para Antonina

Com informações da CBN Curitiba.Antonina, no litoral do Paraná, pode deixar de ter apenas um acesso viário. O estudo dos..

Mariana Ohde - 18 de junho de 2016, 15:22

Com informações da CBN Curitiba.

Antonina, no litoral do Paraná, pode deixar de ter apenas um acesso viário. O estudo dos impactos ambientais da extensão da PR-340 começou a ser divulgado para a população. A nova rodovia deve ligar a cidade até a BR-277, em um trecho de aproximadamente 10 km.

Antes das obras, devem ser realizadas audiências públicas com a participação dos moradores e usuários das vias. O objetivo é informar os impactos que a intervenção vai causar e, ao mesmo tempo, coletar sugestões.

O coordenador técnico do Departamento de Estradas e Rodagem do Paraná (DER-PR), Glauco Tavares Luiz Lobo, acredita que a mudança será positiva. " deve fomentar o turismo, deve diminuir o tráfego de veículos pesados em Morretes e Antonina, deve diminuir o número de acidentes, aumentar a competitividade dos portos do Paraná, diminuir o custo de transporte e também tem a questão social - nós daríamos uma facilidade para o povo de Antonina se deslocar para os hospitais, escolas, faculdades de Paranaguá e região, assim como para a capital, Curitiba", explica.

O projeto inclui uma ponte sobre o Rio Nhundiaquara e a rodovia seguir até o Porto de Antonina. A ideia é que a nova ligação comece na altura do km 24 da BR-277, na região de Marta, em Morretes.

O prefeito de Antonina, João Domero, acredita que esta é uma oportunidade para que o município deixe de ser refém da única via de acesso atual. Hoje, para chegar a Antonina, é preciso passar por Morretes. "Morretes está saturada com esse único caminho. A partir do momento em que a gente pode construir um novo canal, Antonina teria uma chance de se desenvolver e deixar de ser um 'fim de linha'", afirma, explicando que a cidade seria a última parada da estrada principal atualmente.

Já o prefeito de Morretes, Hélder Teófilo dos Santos, garante o apoio ao projeto e ressalta sua importância para a região e para o Paraná. "A estrada também vai trazer o desenvolvimento para a região. Economia de tempo, uma condição de segurança, vai trazer para Morretes condições de preservar o patrimônio histórico, porque, hoje, sofremos bastante com os caminhões pesados que por ali passam", conta.

Por enquanto, a obra está planejada, mas sem prazo de execução. São necessários cerca de R$ 170 milhões, que devem ser investidos pelo governo do estado.

O estudo ambiental indicou o melhor traçado, mas ainda podem ser feitas mudanças. A segunda audiência pública está marcada para julho. Só depois o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), vai avaliar a emissão da Licença Prévia para a obra. Então, o DER poederá contratar o projeto de engenharia e outros estudos ambientais necessários para a construção.