Governo apresenta estudo de impacto ambiental da nova estrada para Antonina

Mariana Ohde


Com informações da CBN Curitiba.

Antonina, no litoral do Paraná, pode deixar de ter apenas um acesso viário. O estudo dos impactos ambientais da extensão da PR-340 começou a ser divulgado para a população. A nova rodovia deve ligar a cidade até a BR-277, em um trecho de aproximadamente 10 km.

Antes das obras, devem ser realizadas audiências públicas com a participação dos moradores e usuários das vias. O objetivo é informar os impactos que a intervenção vai causar e, ao mesmo tempo, coletar sugestões.

O coordenador técnico do Departamento de Estradas e Rodagem do Paraná (DER-PR), Glauco Tavares Luiz Lobo, acredita que a mudança será positiva. “[O projeto] deve fomentar o turismo, deve diminuir o tráfego de veículos pesados em Morretes e Antonina, deve diminuir o número de acidentes, aumentar a competitividade dos portos do Paraná, diminuir o custo de transporte e também tem a questão social – nós daríamos uma facilidade para o povo de Antonina se deslocar para os hospitais, escolas, faculdades de Paranaguá e região, assim como para a capital, Curitiba”, explica.

O projeto inclui uma ponte sobre o Rio Nhundiaquara e a rodovia seguir até o Porto de Antonina. A ideia é que a nova ligação comece na altura do km 24 da BR-277, na região de Marta, em Morretes.

O prefeito de Antonina, João Domero, acredita que esta é uma oportunidade para que o município deixe de ser refém da única via de acesso atual. Hoje, para chegar a Antonina, é preciso passar por Morretes. “Morretes está saturada com esse único caminho. A partir do momento em que a gente pode construir um novo canal, Antonina teria uma chance de se desenvolver e deixar de ser um ‘fim de linha'”, afirma, explicando que a cidade seria a última parada da estrada principal atualmente.

Já o prefeito de Morretes, Hélder Teófilo dos Santos, garante o apoio ao projeto e ressalta sua importância para a região e para o Paraná. “A estrada também vai trazer o desenvolvimento para a região. Economia de tempo, uma condição de segurança, vai trazer para Morretes condições de preservar o patrimônio histórico, porque, hoje, sofremos bastante com os caminhões pesados que por ali passam”, conta.

Por enquanto, a obra está planejada, mas sem prazo de execução. São necessários cerca de R$ 170 milhões, que devem ser investidos pelo governo do estado.

O estudo ambiental indicou o melhor traçado, mas ainda podem ser feitas mudanças. A segunda audiência pública está marcada para julho. Só depois o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), vai avaliar a emissão da Licença Prévia para a obra. Então, o DER poederá contratar o projeto de engenharia e outros estudos ambientais necessários para a construção.

Previous ArticleNext Article
Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal