Governo promete retirar emenda que suspende reajuste para por fim à greve

Andreza Rossini


Em reunião realizada com os representantes dos sindicatos dos servidores públicos, o governo do Paraná se propôs – em um documento – a retirar temporariamente a proposta de emenda à Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) de 2017, que suspende o pagamento do reajuste salarial da categoria, previsto para janeiro do próximo ano. O objetivo é terminar com a greve do funcionalismo público.

O chefe da Casa Civil Valdir Rossoni apresentou a proposta e afirmou que as condições do acordo são temporárias para negociação. “A retirada do texto está condicionada ao encerramento das paralisações e o que está no documento é irretocável. Não podemos avançar nem mais um centímetro”, afirmou.

A proposta é que a negociação sobre o pagamento continue até o final de novembro, sem greve.   “Caso não haja uma nova proposta [que possibilite o pagamento] possível de ser executada, vamos adotar todas as medidas para manter o Estado equilibrado financeiramente”.

A Casa Civil estabeleceu um prazo, de até segunda-feira (24), para que os sindicatos se manifestem sobre a proposta.  A despesa estimada pelo governo para o pagamento dos servidores é de R$ 2,1 bilhões.

O Estado tem 78 mil professores e 31 mil funcionários da Educação, com 1 milhão de estudantes distribuídos em 2,1 mil escolas.

Greve

A greve entra no quarto dia, nesta quinta-feira (20). A App-Sindicato, que representa os professores, marcou uma assembleia para a manhã de sábado (22) para decidir sobre se a greve continua ou não. O local da reunião ainda não foi divulgado.

Reajuste 

A lei em questão determina que o governo pague, em 1° de janeiro, o reajuste atrasado dos servidores, repondo os índices de inflação de janeiro a dezembro de 2016, acrescentando ainda mais um percentual de 1% de adicional de data-base relativo à compensação dos meses não pagos do ano de 2015. A lei foi proposta após acordo que encerrou a greve do funcionalismo no ano passado.

As propostas de emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias do Estado, que atrasa o pagamento do reajuste, foi encaminhada pelo governador Beto Richa à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Elas foram lidas em plenário e precisam passar pelo trâmite da casa para ser apreciada no plenário. O trâmite do projeto foi suspenso pelo próprio governo.

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