Governo do Paraná vai assumir gestão do hospital municipal de Foz do Iguaçu

Mariana Ohde


O governador Beto Richa assinou nesta quarta-feira (23) decreto que autoriza o Estado a assumir a gestão do Hospital Municipal Padre Germano Lauck, em Foz do Iguaçu. O objetivo da medida é resgatar a unidade, que passa por graves dificuldades financeiras e estava prestes a fechar as portas.

“Com o decreto, poderemos agir de maneira mais efetiva para reerguer este hospital”, declarou o governador. No decreto, Richa também autoriza que a Secretaria da Saúde utilize sua dotação orçamentária e financeira para o custeio do Hospital Municipal. “Trata-se de uma medida emergencial e extraordinária. Assumiremos a gestão e todas as despesas para que a unidade continue em funcionamento”, enfatizou.

Atualmente, a estrutura conta com 180 leitos, sendo 26 de UTI e 10 especializados em saúde mental. O serviço se consolidou como a única referência de atendimento em urgência e emergência, absorvendo a demanda de Foz do Iguaçu e mais oito municípios.

De acordo com o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, a instabilidade política e a fragilidade da rede pública de saúde de Foz foram motivos determinantes para que o Estado tomasse essa decisão.

“Desde 2013, já colocamos mais de R$ 38 milhões em recursos extras para o custeio deste hospital. Mesmo assim, o problema não foi resolvido. Por isso, estamos assumindo este desafio para solucionar a situação e oferecer um atendimento de qualidade à população”, afirmou Caputo Neto.

A previsão é que já na próxima semana a Secretaria da Saúde nomeie uma comissão administrativa, responsável pela condução do processo de mudança no modelo de gestão. O grupo será composto por servidores da pasta.

Nos próximos dias, governo e a Prefeitura de Foz do Iguaçu devem oficializar a transferência da gestão do hospital. “Faremos tudo com a máxima transparência, para que a sociedade saiba exatamente quais caminhos serão dados ao hospital”, disse o diretor-geral da Secretaria da Saúde, Sezifredo Paz.

O Estado ficará à frente do hospital por seis meses, renováveis por mais seis meses, conforme recomendação dos Ministérios Públicos Estadual e Federal. Os servidores públicos de carreira serão mantidos. Já os profissionais com outros vínculos empregatícios terão os contratos reavaliados.

Para a prefeita de Foz do Iguaçu, Ivone Barofaldi, a crise na gestão do hospital vem de vários anos e fez com que a situação entrasse em colapso. “Esperamos que o Estado possa dar conta de colocar o hospital no caminho certo. A prefeitura não tem mais condições de suportar as despesas com o hospital e a saúde básica”, revelou.

Uma comitiva da Secretaria de Estado da Saúde esteve em Foz do Iguaçu nesta quarta para tratar sobre o tema. Eles se reuniram com representantes da sociedade civil organizada e da Fundação Itaguapy, que auxiliarão no processo de transição.

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Repórter no Paraná Portal
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