Gravidez na adolescência tem menor índice histórico em Curitiba

Com 6,6% das gestantes ainda na fase da adolescência, a capital do Paraná possuí uma das menores porcentagens do país.

Lorenzzo Gusso - 03 de fevereiro de 2022, 18:13

Foto: Coordenação de Eventos Vitais/CE - SMS Curitiba
Foto: Coordenação de Eventos Vitais/CE - SMS Curitiba

 A gravidez na adolescência chegou ao seu menor percentual na série histórica em Curitiba: Em 2021, apenas 6,6% das gestantes eram adolescentes. Enquanto isso, a média brasileira foi de 13,7% e a paranaense de 11,1%.

 Além disso, segundo os dados mais atuais disponíveis a nível nacional (de 2020), Curitiba passa a ser a capital de mais de 1 milhão de habitantes com o menor índice de gravidez na adolescência, ultrapassando Florianópolis com 6,9%.

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Recorde histórico

 A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) divulga os dados desde 1998, quando o percentual de gravidez na adolescência chegou a quase 20% na capital paranaense. No entanto, após uma série de políticas preventivas, os números têm caído ano a ano.

 Entre as medidas aplicadas está uma atenção maior e foco na atenção primária, como explica a secretária municipal da saúde, Márcia Huçulak: “Colocamos todas as nossas equipes com o olhar atento para esse tema, com ações e orientações para os adolescentes”.

 Assim, a SMS têm promovido a sensibilização e capacitação de equipes interdisciplinares sobre o acolhimento dos jovens e o planejamento reprodutivo, além de reforçar atividades que envolvessem os adolescentes. 

 Segundo Ângela Leite, a coordenadora da área de saúde reprodutiva da SMS, a prevenção da gravidez na adolescência depende desse trabalho intersetorial e interdisciplinar, além de ações na comunidade e do olhar atento da própria família.

 “É preciso ter espaço de atividades para esse público, informações sobre saúde reprodutiva, com um conteúdo que seja capaz de gerar autocuidado e autoestima, com a perspectiva deste adolescente no futuro. Acima de tudo, o adolescente precisa ter um espaço de escuta nestes ambientes. Ele precisa ser ouvido, sobre os seus anseios, dúvidas, medos e preocupações, para que possa ser acolhido e orientado”, explica.