Greve de funcionários dos Correios deve atrasar entrega de correspondências

Jordana Martinez

Rio de Janeiro - Funcionários dos Correios fazem manifestação em frente ao edifício-sede da empresa, na Avenida Presidente Vargas, centro do Rio (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Os Correios colocaram em prática nesta segunda-feira (12) um plano de emergência para diminuir os impactos causados pela paralisação dos funcionários, que começou hoje em todo o país. De acordo com a empresa, até o momento, a greve está concentrada na área de distribuição e mostra que 87% do efetivo total dos Correios está trabalhando.

No Paraná, 93% da categoria trabalha normalmente, de acordo com os Correios. Até o momento, todas as agências, inclusive nas regiões que aderiram ao movimento, estão abertas e todos os serviços estão disponíveis. Já o sindicato dos funcionários estima que até 70% dos 5,8 mil trabalhadores cruzem os braços. A manifestação tem como objetivo evitar mudanças no plano de saúde da categoria.

Entre as principais alterações estão: a cobrança de mensalidade de titular e dependentes, aumento de 300% no percentual de coparticipação de consultas e exames e exclusão de pai e mãe do plano.

Por causa disso, as correspondências devem ser entregues com atraso. É o que explica o diretor de Comunicação do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR), Ezequiel Dutra.


Em Curitiba, são cerca de 2,5 mil trabalhadores. A categoria diz que a direção da empresa quer que os funcionários banquem as mensalidades do plano, que poderá ser reajustado conforme a idade, chegando a mensalidades acima de R$ 900,00.

A greve também servirá para protestar contra as alterações no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), a terceirização na área de tratamento, a privatização da empresa, suspensão das férias dos trabalhadores, extinção do diferencial de mercado e a redução do salário da área administrativa

Nesta segunda-feira (12), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) começa o julgamento referente ao plano de saúde, depois de trabalhadores e empresa terem, sem sucesso, tentado chegar a um acordo sobre a questão.

Por meio de nota, a empresa diz que “aguarda uma decisão conclusiva por parte do tribunal para tomar as medidas necessárias, mas ressalta que já não consegue sustentar as condições do plano, concedidas no auge do monopólio, quando os Correios tinham capacidade financeira para arcar com esses custos”.

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Jordana Martinez
Profissional multimídia com passagens pela Tv Band Curitiba, RPC, Rede Massa, RicTv, rádio CBNCuritiba e BandNewsCuritiba. Hoje é editora-chefe do Paraná Portal.
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