Greve de transporte coletivo afeta mais de 30 mil pessoas na RMC

A greve do transporte coletivo de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), chega ao terceiro dia nesta quar..

Redação - 26 de outubro de 2016, 11:36

A greve do transporte coletivo de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), chega ao terceiro dia nesta quarta-feira (26). São cerca de 33 mil pessoas afetadas diariamente com a paralisação no serviço. Motoristas e cobradores da Viação Tindiquera estão de braços cruzados porque não receberam o adiantamento quinzenal, conhecido como vale – que estava previsto para a semana passada.

A empresa, com 400 funcionários, opera 60 ônibus na cidade – o que representa toda a frota urbana e parte da rural. O presidente do Sindimoc, sindicato que representa os trabalhadores, Anderson Teixeira, esclarece que não há qualquer previsão de encerramento da greve, já que, até agora, não há nenhum sinal do pagamento.

"A greve continua 100%. Não se tem uma resposta. A gente observa, dentro da cidade, uma confusão e um jogo de empurra-empurra. O empresário diz que não tem dinheiro e que a prefeitura não paga, por outro lado a prefeitura fala que pagou e que não deve nada. As contas estão atrasando e está gerando um prejuízo financeiro muito grande para os trabalhadores", disse Teixeira.

Por causa da greve, a prefeitura começou a cadastrar veículos particulares para o transporte de passageiros durante a paralisação. O valor permitido é de até R$ 5 por pessoa na área urbana e R$ 15 na área rural. A Viação Tindiquera alega que enfrenta dificuldades financeiras desde que a Companhia Municipal de Transporte Coletivo (CMTC) reduziu o valor pago por quilômetro rodado e que a cidade deve quase R$ 6 milhões à companhia. Já o argumento da CMTC é o de o último pagamento à empresa foi feito na sexta (21) e que as mudanças na forma de repasse se deram depois de revisões nos contratos que apontaram irregularidades.

O município sustenta que não há pendências em aberto e que os pagamentos estão sendo feitos dentro do valor fixado em contrato, e não pelo valor que eles vinham apresentando. Outra prerrogativa exercida é a de que os pagamentos são feitos somente após a fiscalização e aferição das planilhas de rodagem, isso feito pelos servidores da CMTC e não mais pelos funcionários da viação.