Greve e ocupações afetam 53% das escolas do Paraná

Redação


Metro Jornal Curitiba

O greve dos professores da rede estadual prosseguiu nesta semana e afetou 23% das escolas não ocupadas: 2% de forma total e 21% de maneira parcial, segundo balanço da Seed (Secretaria de Estado da Educação).

Somando as ocupações, que representam 33% das 2,1 mil escolas no Estado (792), segundo o governo, 56% delas estão com as aulas afetadas. O restante funcionou normalmente.

No domingo (23) à noite, a secretária de Educação, Ana Seres, avisou que quem aderisse à greve teria falta lançada. O chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni (PSDB), também anunciou que os educadores que estiverem dando amparo às ocupações vão responder a processos administrativos e poderão ser punidos com afastamentos e até demissões.

“Vamos trabalhar com muito critério para não cometermos injustiças, mas seremos rigorosos com quem não está cumprindo com as suas obrigações”, afirmou.

O presidente da APP-Sindicato, Hermes Leão, considerou o posicionamento abusivo.

“É uma greve importante contra a retirada de direitos [data-base], tem legitimidade e precisa ser respeitada pelo governo. Estamos denunciando as práticas antissindicais, autoritárias e intimidatórias sobre a categoria”, declarou.

De acordo com Leão, o desconto ainda pode gerar prejuízo aos servidores que têm pagamentos pendentes, como promoções e progressões, com um ano e meio de atraso.

O sindicato tem reunião com o comando de greve hoje de manhã para avaliar os próximos passos do movimento. Até ontem, não existia agenda marcada para nova mesa de negociação com o governo.

Além dos professores da rede estadual, docentes de universidades estaduais e policiais civis também estão em greve no Estado desde a semana passada.

Servidores abrem greve contra PEC

Servidores técnicos-administrativos da UFPR, da Funpar (Fundação da UFPR) e da UTFPR entraram em greve na manhã de ontem por tempo indeterminado contra a PEC 241 (teto dos gastos públicos). No HC (Hospital de Clínicas), a paralisação acontece em todos os setores, menos a classe médica, que não aderiu à greve.

A central de agendamentos de consultas e o banco de sangue foram afetados. O Sinditest (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba) disse que vai manter 30% do efetivo como diz a lei.

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