Greve não é mais de caminhoneiros; segurança endurece contra bloqueios no PR

Fernando Garcel e Jordana Martinez

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) convocou uma coletiva de imprensa após reunião com o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Autônomos (CNTA), Dilmar Bueno, e com Secretario de Segurança Pública, Júlio Reis, na tarde desta terça-feira (29). De acordo com a liderança que representa 120 sindicatos de todo o país, os bloqueios de rodovias já não são mais dos caminhoneiros. Ele denunciou a “infintração” de pessoas “alheias ao movimento” que tem “interesses difusos”.

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“Não existe um dono da categoria. A categoria instaurou o movimento de forma independente até um determinado momento sob orientação das entidades sindicais que estão debaixo do guarda-chuva da confederação. Agora, em função da expressão do movimento dos caminhoneiros em nível nacional, começou uma invasão de pessoas alheias aos interesses dos caminhoneiros. Recebemos a informação de que caminhoneiros, com necessidade de ir embora, estão sendo impedidos”, afirmou Bueno.

Apesar de afirmar que o movimento organizado pela categoria acabou, o presidente da CNTA não deu garantias de que a orientação das lideranças signifique o fim da greve.


“Garantias, ninguém pode dar. Não existe esse Deus na nossa categoria. É um pedido e uma orientação da Confederação”, afirmou.

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De acordo com Júlio Reis, a Polícia Civil irá investigar e identificar a movimentação de grupos que estejam impedindo o fim da paralisação dos caminhoneiros. “Foi uma reunião importante com um importante avanço, a desmobilização, e nos relatar fatos novos sobre interesses difusos que impedem o fim do movimento, inclusive o crime de cárcere privado de caminhoneiros que queiram trabalhar e estão sendo impedidos”, disse Reis.

Logo após a coletiva, a CNTA divulgou uma nota que parabeniza as conquistas da categoria mas chama atenção para o desgaste desnecessário que começa a ocorrer em todo o país. “Tudo que foi conquistado até agora, como a boa imagem da categoria perante a população e as reivindicações atendidas, correm o risco de se perder. […] Entendemos que daqui para frente só haverá prejuízo aos caminhoneiros, de modo que a CNTA e todas as entidades sindicais de sua base, pedem a compreensão pelo fim da paralisação”.

O superintendente da PRF no Paraná, Adriano Furtado, afirmou que não houve interdições totais de rodovias federais no estado e que a PRF acompanha a paralisação do segmento de cargas, mas que os caminhões não podem parar no acostamento.

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