Grupo com 90 venezuelanos que saiu de Roraima chega ao Paraná

Francielly Azevedo


Um grupo com 90 venezuelanos desembarcou no fim da tarde desta terça-feira (25), no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O imigrantes vieram de Roraima em busca de abrigo no Paraná. Eles foram encaminhados para o Convento dos Freis Carmelitas, na Vila Fanny.

Os imigrantes saíram de Boa Vista, no estado de Roraima, em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). Eles fizeram escala em Porto Alegre (RS) e seguiram para capital paranaense.

Segundo o Coronel Carlos Hassler, chefe do Estado Maior da 5ª Região Militar, o programa ajuda essas famílias em situação de extrema vulnerabilidade a encontrar melhores condições de vida. “Nós temos toda uma tropa trabalhando em Boa Vista, militares do Brasil inteiro. Para nós aqui na 5ª Região Militar, a nossa participação é apoiar o transporte e a alimentação no primeiro momento da chegada”, disse.

Os venezuelanos concordaram com a mudança e passaram por exames de saúde, tomaram as vacinas necessárias e fizeram a regularização de documentos, inclusive com CPF e carteira de trabalho.

A Marinha, Exército e a Força Aérea participam da chamada “Operação Acolhida” e realizam as medidas de assistência emergencial para acolhimento dos imigrantes que se enquadram nessas normas legais. Do Aeroporto Afonso Pena, eles seguem até o Convento de Freis Carmelitas, na Vila Fanny.

Essa não é a primeira vez que o Paraná recebe os venezuelanos. Em agosto, um grupo com 60 pessoas desembarcou em Goioerê, no noroeste.

Segundo a Casa Civil, reuniões prévias com autoridades locais e coordenação dos abrigos definem detalhes sobre atendimento de saúde, matrícula de crianças em escolas, ensino da Língua Portuguesa e cursos profissionalizantes.

O Coronel explica que ainda não sabe se outros grupos devem vir ao Paraná, já que o processo é dinâmico e os avisos são feitos em um curto espaço de tempo, em função da demanda. “Tem a questão que só são interiorizados os voluntários, aí a pessoa queria vir e não quer mais, aí o outro não queria e agora quer. Por isso não tem muita antecedência na missão”, afirmou.

A interiorização tem o apoio da Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), da Agência da ONU para as Migrações (OIM), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.
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