Grupo que reaproveitava e vendia material cirúrgico é preso no PR

Redação


*Atualizada às 11h13*

Uma associação criminosa suspeita de reaproveitar e vender material cirúrgico é alvo da Operação Autoclave da Polícia Civil do Paraná nesta terça-feira (24). O grupo reaproveitava utensílios de uso único, utilizados em cirurgias urológicas. Ao todo, foram cumpridos 12 mandados judiciais – sendo três de prisão preventiva, dois de prisão temporária e sete de busca e apreensão – em Maringá, Mandaguaçu e Sarandi, na região norte do estado.

Segundo a polícia, os investigados revendiam os produtos de forma clandestina para médicos de todo o Estado. “Esses materiais eram esterilizados de maneira ilícita, já que a Anvisa proíbe esse tipo de prática. Depois eles eram embalados em embalagens não originais, que não continham etiquetas de rastreabilidade do produto, as etiquetas com informações”, disse o delegado André Feltes.

Os principais alvos da operação são funcionários de empresas que fornecem equipamentos e materiais cirúrgicos. Além disso, um empregado de uma empresa de esterilização também está sendo investigado. “Eles tinham maneira de levar o material diretamente ao centro cirúrgico, para não ser identificada a fraude”, afirmou.

As investigações continuam para apurar o possível envolvimento de médicos com o esquema criminoso. “O que chegamos a conclusão é que há uma falha de procedimento, tanto na fiscalização da entrada desse material, quanto na fiscalização do descarte e na parte da cirurgia. Estamos tentando identificar de que maneira esse material chegava na mão do médico, se já chegava aberto por algum funcionário ou se ele tinha conhecimento se realmente era um material reprocessado”, explicou.

INVESTIGAÇÃO

As investigações tiveram início em março deste ano, após uma denúncia na cidade de Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais.

O grupo criminoso se apossava de materiais cirúrgicos que deveriam ir para o descarte, após serem usados em procedimentos cirúrgicos, e os mandava para esterilização. Feito isso, negociavam o material diretamente com médicos por um valor abaixo do mercado. Tudo isso, sem que a empresa na qual prestavam serviço ter conhecimento.

A polícia identificou atuação dos suspeitos em diversos municípios do Estado, como Campo Mourão e Cianorte, na região Noroeste, e também Pato Branco e Francisco Beltrão, na região Sudoeste.

 

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