Guarapuava decreta o uso obrigatório de máscaras e reabre o comércio

A Prefeitura de Guarapuava, na região central do Paraná, emitiu um novo decreto com alterações nas medidas restritivas n..

Vinicius Cordeiro - 05 de abril de 2020, 13:00

Guarapuava. 09/2019. Foto: José Fernando Ogura/AEN
Guarapuava. 09/2019. Foto: José Fernando Ogura/AEN

A Prefeitura de Guarapuava, na região central do Paraná, emitiu um novo decreto com alterações nas medidas restritivas no combate ao coronavírus. As ordens passam a valer a partir da meia-noite desta segunda-feira (6). Por enquanto, a cidade registra apenas um caso confirmado da Covid-19. Entre as novas ações, está a obrigatoriedade no uso de máscara e a reabertura, gradual, do comércio.

Contudo, a medida com maior destaque é que qualquer pessoa que saia às ruas deverá usar a proteção no rosto. A prefeitura já divulgou, em suas redes sociais, um vídeo didático para a população aprender a fazer, lavar e reutilizar máscaras com tecidos disponíveis em camisetas ou lençóis. Ou seja, a população deverá usar máscaras de pano (tecido algodão), confeccionadas manualmente.

"Decidimos, junto com a Secretaria Municipal da Saúde, adotar o uso massivo de máscaras. Nós sabemos que não têm mais máscaras para comprar. Mas divulgamos um vídeo ensinando a fazer em casa. Não tem desculpa para não fazer máscara", alega o prefeito Cesar Silvestri Filho (PPS).

Além disso, a partir da próxima quarta-feira (8), só poderão entrar em ônibus e terminais passageiros que estiverem com máscaras.

"Os ônibus são os lugares que mais temos ponto de risco. Transporte público é o lugar de grande pressão porque a aglomeração se torna inevitável", completou o prefeito.

Os horários de funcionamentos dos ônibus também foram alterados devido ao coronavírus. De segunda à sexta, eles podem circular das 8h às 21h. Contudo, as atividades do transporte público estão suspensas nos sábados e domingos.

COMÉRCIO REABRE EM GUARAPUAVA

O novo decreto da prefeitura de Guarapuava, válido a partir desta segunda-feira (6), também determina a reabertura gradual do comércio. Isso significa que lojas, restaurantes e lanchonetes poderão voltar a abrir as portas, mas somente até às 20 horas. Contudo, os bares continuarão fechados.

Os lojistas poderão abrir o varejo a partir das 9h, mas deverão controlar a lotação de uma pessoa a cada três metros quadrados,

considerando o número de funcionários e clientes. Além disso, também devem fornecer máscaras, álcool em gel (ou álcool 70%) para clientes e funcionários.

No caso dos restaurantes e lanchonetes, os estabelecimentos devem cumprir 10 requisitos. Caso algum deles seja descumprido, a prefeitura poderá optar pelo fechamento do estabelecimento.

Entre os requisitos estão: lotação máxima de 50% (cinquenta por cento) da capacidade do local; reduzir número de mesas e manter distanciamento mínimo de 3 metros entre cada mesa; suspender o sistema de buffet (self service). A higienização do local, dos funcionários e o fornecimento de álcool gel aos clientes são outros requisitos.

Por fim, os bancos podem atender, excepcionalmente, usuários que estejam sem cartão e/ou senha especificamente para pagamentos de benefícios sociais e assistenciais. Nesse cenário, é obrigação do banco controlar a lotação máxima de uma pessoa a cada três metros quadrados e organizar filas com distanciamento de dois metros entre as pessoas. Ou seja, para grande parte das pessoas, o banco se limita aos serviços de autoatendimento - que devem ter a higienização mantida.

IDOSOS, CRIANÇAS E GESTANTES: PROIBIDOS DE SAIR DE CASA

O decreto de Guarapuava obriga as pessoas do grupo de risco ao coronavírus saírem de casa. As pessoas que, obrigatoriamente, devem permanecer em isolamento social são:

  • pessoas com idade igual ou superior a 70 anos;
  • crianças de 0 a 12 anos;
  • imunossuprimidos, independente da idade;
  • portadores de doenças crônicas;
  • gestantes e lactantes;

"A mais importante é reafirmar a política de distanciamento social, que é necessária a todos neste momento. Temos mantido os números estáveis", finaliza Silvestri Filho.

Além disso, também permanece a regra de suspensão de todos os eventos, públicos e particulares, para evitar aglomerações.