Guarapuava: PM apreende itens que podem ter sido usados em ataque

Itens estavam dentro de uma casa no bairro Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. 

Redação - 09 de junho de 2022, 14:52

(Foto: PMPR)
(Foto: PMPR)

A PMPR (Polícia Militar do Paraná) apreendeu nesta quinta-feira (9) itens que podem ter sido usados nos ataques a Guarapuava, em abril. Eles estavam dentro de uma casa no bairro Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba

Veículos, objetos e anotações do planejamento foram retidos. Ninguém foi preso na ação. Segundo a PM, o local servia como um espaço para organização geral da quadrilha e foi localizado após denúncias feitas pela vizinhança.

Ao todo, foi apreendido um carro, uma moto, munições que correspondem às utilizadas no ataque a Guarapuava e um caderno que tinha detalhes sobre como ocorreria o assalto a uma transportadora de valores da cidade.

"Foi chamada a perícia e será colhido o material genético para verificar a ligação desse pessoal com o local do crime. Há um bloco de anotações que dão um checklist sobre abastecimento de veículos, queima de caminhão e o gasto que tiveram", explica o coronel Hudson Teixeira, comandante-geral da PM.

Até o momento, seis suspeitos de envolvimento no ataque a Guarapuava morreram em confrontos. Outras cinco pessoas foram presas.

TENTATIVA DE ASSALTO A TRANSPORTADORA DE VALORES EM GUARAPUAVA

Cerca de 30 homens fortemente armados tinham o objetivo de realizar um assalto na transportadora de valores Proforte, em Guarapuava, entre os dias 17 e 18 de abril.

Os ataques na cidade começaram quando criminosos incendiaram veículos na parte urbana da cidade e bloquearam a entrada e saída do 16° Batalhão de Polícia Militar.

Alguns criminosos atearam fogo em veículos nos acessos à cidade, como na BR-277, e espalharam miguelitos pela pista - dispositivos pontiagudos usados para furar pneus.

Outros bandidos abordaram veículos pelas ruas da cidade e utilizaram populares como reféns, enquanto acontecia o ataque a transportadora. 

Ao todo, 260 policiais foram acionados com a missão de deslocar os envolvidos para a zona rural de Guarapuava, que fugiram sentido interior do estado. 

Uma pessoa morreu e duas ficaram feridas durante o ocorrido. O policial Ricieri Chagas, ferido na cabeça, morreu uma semana depois da tentativa de assalto. 

Outro policial, José Douglas Bonato, levou um tiro na perna, foi operado e já recebeu alta; e um popular também foi atingido nos ataques a Guarapuava.