Guarda municipal acusado de matar jovem em Curitiba é o único suspeito, diz polícia

David Musso - BandNews FM Curitiba e Leonardo Gomes - BandNews FM Curitiba

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Para a polícia não há dúvida que o guarda municipal apontado como autor do disparo que resultou na morte de um jovem de 22 anos, no Largo da Ordem, foi o responsável pelo tiro.

Segundo a delegada Daniela Corrêa Andrade, as investigações ainda estão no início, mas o oficial é o único suspeito do caso.

“O homicídio culposo é quando o autor age por imprudência, imperícia ou negligência. No caso do guarda municipal, ele estava atuando profissionalmente. Então poderia estar agindo por imperícia. No caso de ser homicídio doloso, seria um dolo eventual. A gente percebe claramente que ele não atirou e mirou para matar, mas pode ser que seja entendido como que ele tenha assumido o risco”, explica ela.

O caso aconteceu no último sábado (11), Mateus Silva Noga, de 22 anos, morreu após ser atingido por um tiro de uma escopeta calibre doze. O disparo atingiu o jovem pelas costas. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu ao ferimento e morreu no hospital.

Além da morte do jovem de 22 anos, as ações resultaram em ferimentos a uma adolescente de 14 anos; e a uma mulher de 31. O guarda municipal segue afastado. A polícia trabalha com a colhida de depoimentos e análise de imagens de câmeras de segurança do local.

Conforme a delegada, os registros mostram a chegada da Guarda Municipal em uma aglomeração e é possível ver que há um disparo.

“Prefiro não entrar em detalhes do que ocorreu na sequência. Estamos no início das investigações, em momento de oitivas das outras vítimas que sofreram lesões corporais também e algumas testemunhas que já foram identificadas”, completa ela.

Conforme os guardas envolvidos na ocorrência, eles trabalhavam para dispersar um grupo que brigava no local. Segundo a polícia, outras testemunhas serão ouvidas nos próximos dias, entre amigos do jovem e familiares. O guarda suspeito de ter atirado deve prestar depoimento por último no processo.

Para o advogado Samuel Edel Braga Ramos, que patrocina a defesa do guarda, o agente tentava conter uma confusão e respeitou todo o procedimento da corporação. Já a defesa da família da vítima, representada pela advogada Eliana Faustino, afirma que o jovem não participava da confusão e que não agrediu os guardas. Ela aguarda a responsabilização do guarda pelo crime.

Por BandNews FM Curitiba.

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