GM multou motoristas por uso de buzina em carreata contra Bolsonaro em Curitiba

Redação

GM multou 6 motoristas por uso de buzina em carreata contra Bolsonaro em Curitiba

Na última semana alguns motoristas de Curitiba foram pegos de surpresa após receberam uma multa pelo uso prologando de buzina. Em todos os casos a data foi a mesma: 31 de janeiro de 2021, dia em que uma carreata e bicicletada contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ocorreu na Capital.

Neste dia, seis autuações por uso excessivo de buzina foram aplicadas pela GM (Guarda Municipal). Todas elas na Avenida Cândido de Abreu. A infração é considerada de natureza leve e faz o motorista perder três pontos da CNH (Carteira Nacional de Habilitação).

Talita Miranda recebeu a multa de R$ 88 reais no último sábado (27). “Eu fiquei completamente indignada quando recebi a multa porque era um evento programado, era um evento que estava com escolta da polícia militar, um evento completamente organizado”, explicou.

A motorista também disse que viu diversas carreatas acontecendo pela cidade e nunca ouviu falar sobre participantes que receberam multa. Ela postou em suas redes sociais uma foto da infração, que gerou indignação em colegas e amigos. “Eu vou tentar recorrer, ainda estou conversando com advogados e vendo de que forma posso fazer isso.”

A assessoria de imprensa da Prefeitura de Curitiba, que responde pela GM, afirmou que não foram somente participantes da carreata do dia 31/01/2021 que foram multados, já que há registro de infrações em praticamente todas manifestações ocorridas neste ano.

“O foco não é a carreata e sim a fiscalização de trânsito, que acontece todos os dias, na cidade toda, 24 horas por dia. Seja por guarda municipais ou agentes de trânsito.” Confira abaixo a nota enviada!

“Na data mencionada foram seis autuações por uso excessivo de buzina, o que é infração de trânsito e pode ser aplicada em todo o território nacional, conforme prevê o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) no artigo 227:

Art. 227
Usar buzina:

I – em situação que não a de simples toque breve como advertência ao pedestre ou a condutores de outros veículos;

II – prolongada e sucessivamente a qualquer pretexto;

III – entre as vinte e duas e as seis horas;

IV – em locais e horários proibidos pela sinalização;

V – em desacordo com os padrões e freqüências estabelecidas pelo CONTRAN”

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