Helicóptero, carros e caminhões apreendidos pela Justiça serão vendidos

Fernando Garcel


A Justiça Federal determinou que um helicóptero, carros e caminhões que foram apreendidos durante a Operação Ferrari sejam negociados por venda direta. Os bens chegaram a ir a leilão, mas não foram arrematados. A operação identificou um esquema internacional de tráfico de drogas que tinha Londrina, no norte do Paraná, como base.

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Como não foram arrematados no leilão, a Justiça determinou a venda direta. Nessa modalidade, o bem é arrematado no primeiro lance desde que atenda a um valor mínimo. O pregão vai acontece pela internet e termina no dia 25 de maio, às 14h. Todos os bens serão ofertados com valores abaixo da avaliação de mercado.

Entre os veículos que estarão disponíveis está um Hammer, avaliado em R$ 225 mil, que terá lance mínimo de R$ 168 mil. Já o helicóptero, que inicialmente seria destinado para Polícia Civil, terá lance mínimo de R$ 2,15 milhões.

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De acordo com a Justiça, os valores arrecadados serão enviados para uma conta judicial até o encerramento do processo. Os envolvidos já foram condenados, mas podem recorrer. Em caso de condenação em última instância, o dinheiro será enviado para a União. Em caso de absolvição, o valor volta para os proprietários.

Operação Ferrari

A ação foi deflagrada em junho de 2015, em um trabalho conjunto entre o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF). Segundo a denúncia, o valor levantado com os crimes ultrapassam os R$ 80 milhões.

O grupo importava pasta de cocaína do Peru e da Bolívia (via Paraguai) e transportava o produto até laboratórios de São Paulo e Bahia, onde era feito o refino. A quadrilha também montou um esquema de distribuição da droga para vários estados brasileiros por meio por meio de empresas de fachada e laranjas.

“No decorrer da fundamentação desta sentença restou evidenciada, à exaustão, a existência de um grande agrupamento criminoso, estruturalmente ordenado e caracterizado pela divisão interna de tarefas, destinado à prática dos crimes de tráfico transnacional de entorpecentes e de lavagem dos ativos decorrentes do narcotráfico. Outrossim, demonstrou-se a existência de vínculo estável e permanente, para o fim de praticar ilícitos, entre os integrantes das diversas células desta organização criminosa”, destaca o juiz em um dos trechos da sentença.

 

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