Homem é preso acusado de mandar matar sócio em bar luxuoso de Curitiba

Fernando Garcel

A Polícia Civil prendeu o suspeito de ter mandado matar o empresário José Valdemir Ferreira Rocha, 42 anos. O homem foi morto a tiros em um bar luxuoso da capital paranaense em dezembro de 2016. O mandante, um homem de 37 anos, seria sócio da vítima em uma empresa de moedas virtuais e foi presos em Itapema (SC), na terça-feira (16).

Homem é executado a tiros em bar luxuoso de Curitiba

Segundo a Divisão de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), as investigações identificaram e prenderam o suspeito de ser o autor dos disparos, um homem de 21 anos. Para dar continuidade as diligências, os policiais passaram a investigar o sócio da vítima.

O Setor de Inteligência da DHPP descobriu que no dia em que ocorreram os fatos, o sócio da vítima efetuou diversas ligações telefônicas para o celular do suspeito de executar os disparos, de um local muito próximo ao bar em que o crime aconteceu – de onde tinha pleno alcance visual. “Há suspeitas de que ele estivesse relatando a roupa que a vítima usava, o que fazia e o melhor momento para que o autor dos disparos entrasse e iniciasse a ação”, afirma a delegada responsável pelas investigações, Sabrina Barreiros Alexandrino.


A delegada afirma que durante um trabalho minucioso e intenso de apuração dos fatos, a equipe constatou que o investigado esteve junto com Rocha no dia em que o aconteceu o crime e deixou o local dez minutos antes da vítima ser baleada. “Além disso, quando prestou depoimento na unidade, o homem informou propositalmente um número de telefone falso e ainda alegou que a vítima tinham problemas com drogas e relacionamentos, tudo isso, provavelmente, para confundir as investigações”, conta.

O momento do crime foi registrado pelas câmeras de monitoramento do bar:

[insertmedia id=”TP1nnySmVsc”]

A delegada ressalta ainda, que no curso das investigações a equipe verificou que o sócio de Rocha passava a maior parte do tempo no exterior e não possuía um número de telefone celular fixo e nem um endereço. “O que dificultava, de certa forma, sua localização”, completa.

Diante das evidências, o investigado foi apontado como mandante do crime e a motivação teria sido um suposto desacerto comercial entre ele e a vítima. Já que eram sócios em uma empresa ligada ao ramo de moedas virtuais. “Com o mandado de prisão preventiva, expedido rapidamente pela 1ª Vara Privativa do Juri, foi possível realizar a prisão do homem. Com isso, elucidamos o caso com a prisão dos responsáveis”, finaliza Sabrina.

O suspeito responderá por crime de homicídio qualificado, na qualidade de mandante. Se condenado poderá pegar de 12 a 30 anos de prisão.

 

Post anteriorPróximo post
Comentários de Facebook