Em Londrina, homem leva mais de 500 ferroadas em ataque de abelhas

Ana Flavia Silva - BandNews FM Curitiba


Deve receber alta em breve o homem de 63 anos que sofreu um ataque de abelhas em Londrina, no norte do Paraná. Ele está internado no Hospital do Coração e tem quadro de saúde estável. Mais de 500 ferrões foram retirados do corpo da vítima. O caso aconteceu por volta das 10h30 da manhã deste domingo (27), no bairro Jardim Acapulco.

Ele chegou a ser internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital, por precaução, caso tivesse algum tipo de reação por causa do veneno das abelhas, mas não houve complicações. O membro do comitê científico da associação Abelha, uma organização que estuda o animal, Cristiano Menezes orienta sobre como agir durante um ataque.

“Se a pessoa está sendo ferroada e precisa se desvencilhar das abelhas, a melhor estratégia é correr em zigue-zague. Porque quando a abelha ferroa ela deixa o ferrão na nossa pele que libera um feromônio e correr em linha reta faz um caminho de feromônio que atraem as outras abelhas”, explicou.

A utilização de fumaça ou água também pode ajudar a se desvencilhar de um enxame. De qualquer forma, caso a pessoa seja ferroada, é preciso procurar atendimento médico imediatamente. Em alguns casos, quando a pessoa é alérgica ao veneno da abelha, um único ferrão pode levar à morte. Cristiano explica que elas só atacam quando se sentem ameaçadas.

“Se a gente mexe na colmeia ou cai um galho de onde elas estão, são situações em que elas vão atacar. Se for um impacto muito grande no ninho, elas vão atacar e o ataque será mais severo”, disse.

A orientação para quem encontra uma colmeia é procurar por ajuda especializada para a remoção. Isso vale para garantir a segurança dos humanos, mas também das próprias abelhas. Muitas espécies são ameaçadas de extinção.

“A remoção correta não é para eliminar a abelha, pelo contrário, o apicultor vai lá e remove elas para outro local. Então a gente recomenda que não se elimine a colmeia, mas se transfira. A eliminação só acontece em situações excepcionais”, afirmou.

No Brasil, a espécie mais comum de abelha é a Apis Mellifera. Também são criadas abelhas sem ferrão e existe registro de criações de espécies carpinteiras e solitárias.

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