Homem morre picado por cobra urutu-cruzeiro no Paraná 

Ricardo Pereira - BandNews FM Curitiba

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Um homem, de 59 anos, morreu após ser picado por uma cobra em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba.

O caso foi registrado em uma chácara, no final da tarde desta quarta-feira (5), no bairro Rancho Alegre.

Amigos do caseiro relataram que ele caminhava pelo local quando foi atacado, e morreu após cerca de trinta minutos – antes mesmo da chegada dos socorristas.

A cobra seria da espécie urutu-cruzeiro, que pode chegar a 1,7 metro de comprimento e conhecida por ter um dos venenos mais tóxicos entre as cobras encontradas no Brasil. Ela vive em áreas de matas, campos e brejos.

Por ano, o Paraná registra cerca de 17 mil casos de acidentes com animais venenosos ou peçonhentos.

ORIENTAÇÕES

A enfermeira Tatiane Dombroski, da Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações da Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), diz que alguns cuidados são fundamentais para evitar esse tipo de ocorrência.

“A pessoa vai fazer uma limpeza, vai andar numa mata, fazer alguma caminhada,  precisa usar equipamento de segurança, como bota, luvas de couro, perneira, pra evitar a picada nas pernas enquanto está andando. Evitar ao máximo colocar a mão em buraco no chão, ou buracos em árvores e não mexer nas folhagens secas no chão.”, alerta a enfermeira

Manter a casa e o terreno sempre limpos, para evitar o aparecimento de animais peçonhentos, também é importante. Em caso de acidentes, medidas caseiras devem ser evitadas. A orientação é buscar atendimento médico o quanto antes.

Os registros incluem acidentes com cobras, aranhas, escorpiões, lagartas, abelhas e outros animais que podem causar intoxicação ou envenenamento. Em 2019, 14 pessoas morreram após serem picadas por algum animal peçonhento ou venenoso. Dessas, sete foram vítimas de serpentes, duas de aranhas e outras seis de abelhas.

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