Homem que atirou contra açougue após demora no atendimento será levado ao Tribunal do Júri

Fernando Garcel, Vinicius Cordeiro e Victor Duarte Faria - Metro Maringá


O homem que disparou seis vezes contra um açougue em Maringá, no Norte do Paraná, após ter se irritado com a demora no atendimento será levado ao Tribunal do Júri – ele está preso desde o dia 21 de agosto na Casa de Custódia de Maringá (CCM). Um homem de 41 anos, cliente do açougue, foi atingido e morreu no local e outras pessoas ficaram feridas. A decisão é do juiz Claudio Camargo dos Santos, da 1ª Vara Criminal de Maringá.

No despacho, o magistrado também determinou que ele permaneça preso, tendo em vista a gravidade do crime.

“Para a garantia da ordem pública, o acusado não poderá recorrer em liberdade, pois trata-se de crime de acentuada gravidade no caso concreto, considerado como hediondo pelo ordenamento pátrio, e que gerou grande repercussão social na Comarca e, ademais, em liberdade, o pronunciado poderá colocar em risco a credibilidade da Justiça, evadindo-se do domicílio da culpa, numa tentativa ou numa fraqueza de se furtar à aplicação da lei penal. Saliente-se que há nos autos a notícia de que as vítimas teriam sido ameaçadas”, destacou o juiz.

O Ministério Público do Paraná (MPPR) convocou uma coletiva de imprensa no início da tarde desta quarta (6) e o promotor de Justiça, Júlio César da Silva, explicou que a acusação vai apresentar recurso em relação ao entendimento do juiz no caso. Na denúncia, o MPPR pediu a condenação do acusado por porte ilegal de arma de fogo, por homicídio consumado e qualificado e por cinco tentativas de homicídio qualificadas.

“Havia sido apontado a presença de provas que houve um homicídio consumado e outras cinco tentativas de homicídio em relação a outras vítimas que estavam ali, clientes do local. O juiz acabou entendendo que deveria responder por um homicídio consumado e duas tentativas. Ou seja, houve um acolhimento parcial e vamos promover o recurso, assim como a defesa também deve promover”, declarou o promotor.

Caso o juiz tivesse aceitado a acusação total, a projeção de pena do réu seria de 60 anos. Entretanto, com a redução, a projeção cai para 25 anos. O processo ainda deve vir ao Tribunal de Justiça de Curitiba antes de retornar à Maringá, onde o julgamento será realizado.

O CASO

De acordo com os promotores, Edinaldo Ferreira da Silva teria se irritado com a suposta demora no atendimento de um açougue na Avenida Brasil, na região do Maringá Velho, no dia 20 de agosto. Após discutir com o proprietário no estabelecimento, ele deixou o local, entrou em seu carro e, pela janela, disparou seis vezes contra funcionários e clientes do local. Um homem de 41 anos, cliente do açougue, foi atingido e morreu no local. Outro, atingido no braço, foi socorrido. A arma do crime foi apreendida na casa do comerciante, que não tinha porte, no dia seguinte ao ocorrido.

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Uma câmera de monitoramento flagrou o momento dos disparos:

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