Homem que matou mulher com taco de beisebol é condenado a 25 anos de prisão

Francielly Azevedo


O homem acusado de matar a mulher com um taco de beisebol foi condenado a 25 anos de prisão. O júri popular de Anderson Barbosa de Paula, de 41 anos, aconteceu, nesta quinta-feira (31), em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná.

Anderson foi condenado por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, meio cruel e feminicídio (quando o crime é praticado contra a mulher por razões da condição de sexo feminino).

Segundo a denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR), Juliana Nunes, de 33 anos, morreu com 14 tacadas na cabeça.

O crime

De acordo com o suspeito, o crime ocorreu por ciúmes, após uma discussão. Ele ainda revelou que a arma usada foi um taco de basebol e depois uma corda. O homicídio ocorreu no bar que o casal possuía em sociedade e onde foi encontrado o corpo da vítima no início da manhã do dia 27 de julho de 2017, no bairro Nova Rússia, em Ponta Grossa. A Polícia Militar foi chamada por vizinhos do estabelecimento que teriam ouvido gritos.

Barbosa fugiu de madrugada e foi abordado em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, pelo Grupo de Diligências Especiais (GDE), usando o carro da vítima. “Ao sabermos do crime, já imaginamos a possibilidade de fuga. Ele foi preso próximo à Ponte da Amizade. Quando foi abordado, por volta das 11 horas da manhã, demonstrou nervosismo, estava sem documentos e acabou confessando que matou por ciúme”, explicou a delegada do Setor de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial (SDP), Tânia Sviercoski, na época da prisão.

O homem admitiu que tentava fugir do flagrante e havia chamado um mototaxista para cruzar para o Paraguai. Na delegacia, o réu contou que as discussões entre o casal estavam frequentes. “Desde que a gente abriu um bar. Ela abriu não para ganhar dinheiro, mas pra curtir. Gosta de um gole, toma um pouco a mais fica dançando com todo mundo. Homem é complicado. Inclusive ontem, o que ela fez comigo, tive de engolir quieto (…) Tivemos uma discussão. Ela pulou em mim com um taco de basebol. Para me defender dei uma dela. Mas estava feita a cagada. (Foi) Tacada de basebol na cabeça e corda no pescoço”, contou o assassino. “Arrependimento bate, mas só eu e Deus sabe o que estava passando”, acrescentou.

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.
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