Homem que ressuscitou morre em hospital no Paraná

O homem que havia sido dado como morto e voltou a respirar enquanto tinha o corpo preparado para o velório morreu na noi..

Fernando Garcel - 28 de setembro de 2016, 16:00

O homem que havia sido dado como morto e voltou a respirar enquanto tinha o corpo preparado para o velório morreu na noite dessa terça-feira (27) na Santa Casa de Londrina, no norte do Paraná. Milton Alves de Souza, 68 anos, teve o óbito constatado por uma equipe médica, após uma parada cardiorrespiratória

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O caso

Milton tem histórico de choque séptico, doença pulmonar obstrutiva crônica, insuficiência respiratória e insuficiência renal crônica agudizada, os médicos confirmaram a morte e autorizaram o envio do corpo para preparação na última quinta-feira (22). Porém, a responsável pelo atendimento na funerária percebeu movimentos no abdômen do homem, que indicavam sinais vitais.

"Primeiro procedimento que ela fez foi de retirar a barba e ela constatou que poderia haver sinal vital pelos movimentos do corpo. Foi acionado o Samu que fizeram os procedimentos e encaminharam a pessoa para outro hospital da cidade", disse o  superintendente da Associação dos Cemitérios de Londrina, Ademir Gervásio.

Com isso, ele retornou ao hospital com um quadro de hipotermia, e se manteve respirando por aparelhos até a noite de terça-feira (27). Em nota, a Santa Casa informou que a morte foi causada por uma parada cardiorrespiratória. "O paciente chegou à Santa Casa com hipotermia, sendo mantido aquecido durante toda a estada no Hospital. Ele tinha choque séptico, DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), insuficiência respiratória e insuficiência renal crônica agudizada. O atestado de óbito será emitido pelo IML", diz a nota.

Apesar do episódio ainda ser um mistério, profissionais de saúde acreditam em duas possibilidades: catalepsia, que é um distúrbio do sono, no qual a pessoa entra em sono profundo sem movimentos e com batimentos cardíacos e respiração quase imperceptíveis; ou ainda a Síndrome de Lázaro, quando o coração para de bater, mas, horas depois, retorna ao funcionamento normal.

O Hospital montou uma comissão interna para investigar o caso. A família registrou Boletim de Ocorrência na Delegacia de Homicídios do município.

O velório e sepultamento serão realizados no Jardim da Saudade, na zona norte de Londrina.