Hospital acalma crianças com ambiente lúdico no centro cirúrgico

O Hospital do Coração de Londrina, no norte do Paraná, inovou e criou um espaço lúdico para preparar e tranquilizar cria..

Fernando Garcel - 09 de março de 2017, 17:18

O Hospital do Coração de Londrina, no norte do Paraná, inovou e criou um espaço lúdico para preparar e tranquilizar crianças que vão passar por procedimentos cirúrgicos.

Batizada como "A Operação de Lili”, a história conta como uma elefantinha que, sem querer, aspira o amigo, o sapo Gregório, consegue resolver o problema como o médico da floresta, Doutor Corujão. Assim, de um jeito simples, é possível explicar para as crianças o que ocorre dentro do centro cirúrgico.

O espaço dedicado aos pequenos foram feitos há cerca de um ano pela artista plástica Raquel Carraro. As paredes contam com pinturas dos personagens da história. "Apesar de eles não me conhecerem, na história, eu sou a fadinha", conta a anestesista Karin Gonik. "Na hora que eles chegam, eles dizem 'então você que é a fadinha?', como se me conhecessem", diz Karin. "Eles ficam bem mais ambientados e menos ansiosos e com medo", afirma a especialista.

Eder Santos é pai de Giovana, de sete anos, e Olavo, de oito, e ambos fizeram cirurgias de adenoide e amídalas no último mês. "Eu visitei sites e fui ver como se fazia. Eu disse 'vão quebrar o queixo de vocês e vão fazer isso' e eles ficaram apavorados. "Quando a gente veio para o projeto e eles contam a historinha, eu percebi que fiz tudo errado", conta Eder aos risos. "É uma história, mas para eles, na cabecinha deles é diferente. Eu achei que fiquei muito mais tranquila", diz Íris Souza, mãe das crianças.

O espaço é baseado em uma das obras infantis de um dos maiores nomes da literatura brasileira, Rubem Alves. A obra foi escrita por Rubem Alves para a filha, Raquel Alves, que na infância passou por várias cirurgias de lábio leporino. Hoje, Raquel administra o Instituto Rubem Alves, em Campinas (SP), e ficou encantada com a iniciativa do hospital paranaense. "Digamos que eu fui a matriz e a coisa foi se desdobrando. É assim que eu sinto. Eu acho que projetos como esse são atemporais e vão funcionar sempre", diz a filha do autor.