Sem leitos, Marcelino Champagnat fecha Pronto Atendimento e alerta para jovens internados

Mirian Villa

Falta de leitos: Hospital Marcelino Champagnat fecha pronto-atendimento por tempo indeterminado

Nesta terça-feira (9), o Hospital Marcelino Champagnat, em Curitiba, fechou o pronto-atendimento para entrada de novos pacientes por causa da falta de leitos, seja de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) ou enfermaria.

A medida vale para pacientes confirmados ou suspeitos da Covid-19 e de qualquer outra queixa. Em nota, o Hospital Marcelino Champagnat informou que “vem buscando alternativas para ampliar sua capacidade de atendimentos e de leitos para pacientes críticos”.

Segundo a nota, a instituição já opera além da capacidade atual, que é de 37 leitos de terapia intensiva exclusivos para pacientes Covid-19 e 34 leitos não críticos.

O Hospital Marcelino Champagnat também alerta para o novo perfil de contaminados, formado por pacientes mais jovens. Além disso, eles chegam ao hospital com sintomas mais graves, e mesmo sem comorbidades evoluem rapidamente para quadros críticos.

“A complexidade dos casos atuais é muito maior que a constatada anteriormente, exigindo mais horas de assistência das equipes médicas e maior tempo de internação dos pacientes. Se comparado aos internados antes da Covid-19, o tempo chega a ser de 3 a 4 vezes maior”.

Comparado ao primeiro pico da pandemia da covid-19, o tempo médio de internação dos pacientes dobrou, reduzindo assim a capacidade de atendimento das unidades hospitalares.

HOSPITAL MARCELINO CHAMPAGNAT JÁ HAVIA FECHADO PRONTO-ATENDIMENTO POR ALGUMAS HORAS

A determinação pelo fechamento do hospital acontece após aumento expressivo no número de casos do coronavírus na Capital, fazendo com que a demanda de pacientes contaminados, e que precisam de atendimento médico, cresça.

Na semana passada, o Hospital Marcelino Champagnat informou que em alguns momentos do dia o serviço de pronto-atendimento atingia a capacidade máxima e o local precisava ser fechado por algumas horas.

Hoje o Marcelino enfrenta dificuldade até de transferência de pacientes para outros hospitais, já que o aumento expressivo no número de casos afeta diretamente a oferta de leitos do sistema público e privado de saúde da Capital.

Além disso, foi relatado que ambulâncias estão com dificuldade de encontrar pronto-atendimento com leitos disponíveis em Curitiba e, por isso, percorrem com pacientes na maca por mais de duas unidades.

SISTEMA DE SAÚDE PÚBLICO EM CURITIBA X AUMENTO EXPRESSIVO NOS CASOS DA COVID-19

De acordo com dados da transparência, atualizados nesta segunda-feira (8), cinco hospitais de nove com leitos de UTI/SUS adulto exclusivo para a Covid-19 estão lotados. NAlém disso, um de três da Região Metropolitana também atingiu a ocupação máxima. Veja abaixo as instituições que estão lotadas na Capital e região:

  • Hospital da Cruz Vermelha;
  • Hospital Erasto Gaertner;
  • Hospital de Clínicas;
  • Hospital Evangélico;
  • Hospital Vitória;
  • Hospital Angelina Caron;

Ainda segundo os dados, 321 pessoas aguardam a liberação de um leito na Capital e Região Metropolitana: 123 UTI e 198 enfermaria. Em todo Paraná, são 1.071 pessoas na fila de espera por leitos. Nunca houve uma fila tão grande para internação no Estado.

Curitiba confirmou mais 2.114 casos de covid-19, segundo o último boletim. Na capital paranaense, 96% dos leitos de UTI da rede pública estão ocupados. Porém, a preocupação da Prefeitura é o número de casos ativos: 10.747. Isso significa que são mais de dez mil pessoas com a capacidade de transmitir o vírus.

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