Idosa recém-operada morre em acidente causado por motorista bêbado

Francielly Azevedo

idosa morre em acidente com motorista bêbado

Uma idosa, de 66 anos, morreu em um acidente causado por um motorista bêbado, na manhã desta terça-feira (21), em Curitiba. A mulher, recém-operada, estava com o marido em um carro de aplicativo a caminho do Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, para retirada dos pontos da cirurgia.

A batida aconteceu por volta das 6h30 próximo à Igreja Santa Cândida. A idosa e o marido estavam no carro de aplicativo, um Voyage, que seguia pela Theodoro Makiolka, no sentido Santa Cândida, quando o veículo, conduzido pelo motorista embriagado, um Mégane Scénic, que transitava no sentido Abranches, invadiu a pista contrária e bateu de frente com o carro deles.

O motorista do aplicativo, Fabio Andrade Silva, que teve ferimentos leves, contou para o repórter William Bittar da Rádio CBN Curitiba que o carro que causou o acidente vinha fazendo ziguezague na pista e não deu tempo de evitar a colisão.

“Era a primeira corrida do dia. Eu estava indo para o Angelina Caron levara a mulher que ia tirar os pontos da cirurgia. Eu estava vindo na reta e o rapaz vinha na pista contrária, fez ziguezague e acabamos batendo de frente”, disse.

O marido da idosa foi encaminhado ao Hospital Cajuru com ferimentos moderados.

O motorista do Scénic estava sozinho no carro. Ele trabalha em uma empresa de segurança e teve apenas escoriações na testa.

Mégane Scénic, conduzido por motorista bêbado, invadiu a pista contrária e bateu de frente com o Voyage (William Bittar / CBN Curitiba)

MOTORISTA BÊBADO

O teste do bafômetro foi realizado nos dois condutores. O motorista do aplicativo teve o resultado negativo para o consumo de álcool.

Já o homem que causou o acidente apresentou 0,88 miligramas de álcool por litro de ar expelido. De acordo com a Lei Seca, o limite mínimo é de 0,33 miligrama de álcool por litro de ar expelido no bafômetro.

O motorista foi preso em flagrante. “Ele deve responder pelo óbito, agravado com sinais de embriaguez”, disse o cabo da Polícia Militar, Helio Vanderlei da Silva.

TRÂNSITO BLOQUEADO

A Rua Theodoro Makiolka foi bloqueada, perto da Álvaro Teixeira Pinto para o atendimento ao acidente. Conforme a Setran, em função disso o trânsito ficou lento nas proximidades da Igreja Santa Cândida.

Um desvio foi feito pela Rua Fernando de Noronha. A linha de ônibus Santa Felicidade/Santa Cândida precisou trocar a rota e perdeu seis pontos de parada.

ACIDENTES SÃO RECORRENTES

Segundo moradores da região, acidentes são comuns na Rua Theodoro Makiolka. Eles reclamam da falta de sinalização e redutores de velocidade.

Janelio Matucharki é comerciante e trabalha há 19 anos próximo ao local do acidente. “Aqui falta mais sinalização, lombada. É uma via de 60 km/h, mas o pessoal passa a 100 km/h, principalmente moto”, ressaltou.

Idosa recém-operada morreu no acidente (William Bittar / CBN Curitiba)

Leonice Locatelli trabalha há 17 anos em um salão de beleza na Theodoro Makiolka e diz que os acidentes são recorrentes. “É uma via bem movimentada, não tem sinalização, não tem segurança, não tem acostamento. A única ciclovia que temos está no meio do mato e os postes, inclusive, estão no meio dessa ciclovia”, afirma.

O aposentado Antonio Carlos Alberti mora há 10 anos na região e diz que os acidentes passaram a ocorrer mais após o aumento no fluxo de pessoas. “Aqui na esquina da Theodoro Makiolka com a Álvaro Teixeira Pinto tem muito acidente por causa dos conjuntos habitacionais que saíram ali no Jardim Aliança. Nós já pedimos para os vereadores para conseguir, pelo menos, uma lombada, mas não acontece nada. E dá muito acidente aqui”, destacou.

PREFEITURA ANALISA O LOCAL PARA REFORÇAR A SINALIZAÇÃO

Em entrevista à Rádio CBN Curitiba, a superintendente de Trânsito de Curitiba, Rosângela Battistella, garantiu que a Prefeitura está avaliando as condições da via e um possível reforço na sinalização.

“A Theodoro Makiolka ela está com pavimento bom, ela tem a sinalização. O que falta nela são calçadas. O que você percebe é que quando uma via não tem calçadas, o pedestre acaba andando pela rua e sendo perigoso. Nosso técnicos estão estudando o reforço na sinalização, algumas legendas e escritas maiores. Não podemos colocar lombadas em curvas ou declives acentuados. Mas em primeiro lugar também precisamos da responsabilidade do motorista”, ressaltou.

Battistella disse ainda que o IPPUC (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba) tem um projeto de eixo cicloviário na Theodoro Makiolka, que pode melhorar as condições de trânsito. Mesmo assim, medidas mais rápidas podem ser adotadas. “Nada impede que em um futuro próximo tenha um redutor de velocidade eletrônico, tudo isso depende dos estudos dos nosso técnicos”, afirmou.

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.
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