Idoso é preso no Paraná com mais de 100 arquivos de exploração sexual de crianças

Vinicius Cordeiro

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Um senhor de 60 anos foi preso em flagrante nesta quinta-feira (26), em Curitiba, na quarta fase da Operação Predadores na Rede. A ação da PCPR (Polícia Civil do Paraná) combate a pedofilia e o aliciamento de crianças e adolescentes através de dispositivos eletrônicos. O idoso foi preso na sua própria residência, no Juvevê, um bairro nobre da capital paranaense.

“Foram mais de 100 arquivos encontrados. Ele estava não apenas adquirindo, mas possuindo imagens de exploração sexual de crianças e adolescentes. Também temos considerado que tem um fluxo gigante de informações que partiu do computador dele, mas temos que fazer a verificação para ver se são arquivos dessa natureza. Porque aí ainda caracteriza compartilhamento”, comentou o delegado Demétrius Gonzaga.

Junto com o idoso, foram apreendidos três HD’s externos, além dois pen-drives e um aparelho celular.

De acordo com Gonzaga, a polícia agora dá sequência às investigações com novas etapas. A primeira é analisar se há o compartilhamento dentro de uma rede específica de compartilhamentos. Já a segunda é conferir alguma criança registrada seja do Paraná.

“Uma análise florense pode revelar, de repente, fotos de uma criança usando uniforme de um colégio de Curitiba. Então esse cara tem envolvimento físico, ele já saiu do mundo virtual e estava com contato com crianças. É uma hipótese, mas é uma que vamos conseguir depois”, completa o delegado Gonzaga.

O idoso já está preso e, caso seja condenado, pode pegar de um a quatro anos de prisão, além de multa.

OPERAÇÃO PREDADORES DA REDE

A NUCIBER (Núcleo de Combates aos Cibercrimes) é a unidade da Polícia Civil responsável pela operação. (Divulgação / PCPR)

Até agora, a PCPR já conseguiu 11 mandados de busca e apreensão, com sete prisões cumpridas. Dos detidos, três eram idosos, o que chama a atenção da polícia.

“Estamos percebendo idosos envolvidos nesse tipo de prática. Geralmente são pessoas que as crianças confiam mais, não demonstram tanto medo”, finaliza o delegado Demétrius Gonzaga.

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