Imagens e sangue no carro são principais provas contra PM no caso Andriely, diz polícia

Andreza Rossini

Andriele Gonçalves da Silva

A Polícia Civil apresentou as provas que levaram a prisão preventiva do policial militar suspeito de envolvimento no desaparecimento da ex-esposa, Andriely Gonçalves da Silva. O PM foi detido no último sábado (19).

“Temos imagens do suspeito entrando e saindo com ela do apartamento dela, o que causa estranheza já que ele não morava mais lá”, afirmou o delegado responsável pelo caso, Reinaldo Zequinão.

“No carro do suspeito foi encontrado manchas de sangue, que foram coletadas e vão ser submetidas a análise e confrontadas com a de parentes da vítimas para fazer o confrontamento genético”, explicou.

Ainda segundo o delegado, testemunhas prestaram depoimento afirmando que ela se comunicou de forma estranha em redes sociais. “Escreveu com gramática, de forma diferente da de costume. A suspeita é de que ele tenha mandado as mensagens para justificar a ausência dela”.

O suspeito foi casado com Andriele, que morava em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, por quatro anos e estavam em processo de separação. “Acreditamos que o crime tenha ocorrido por causa disso. O suspeito resolveu permanecer calado e talvez fale se tiver orientação do advogado”.

Segundo o delegado, a polícia usa diversos métodos de investigação para encontrar Andriele ou o corpo da mulher. “Acredito que em breve teremos uma resposta”, disse.

A suspeita da polícia é que o PM tenha premeditado o crime.

A jovem de 22 anos desapareceu no dia 9 de maio. O último contato com conhecidos aconteceu naquela madrugada, quando teria conversando com um amigo em uma chamada de vídeo pelo celular, no momento em que chegava no apartamento onde mora, no bairro Guaraituba.

Veja imagens da Câmera de segurança de quando o suspeito entra e saí com Andriele do apartamento:

 

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