IML confirma que corpo encontrado na BR-376 é de Renata Larissa

Andreza Rossini


O Instituto Médico Legal (IML) confirmou que o corpo encontrado às margens da BR-376, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, é de Renata Larissa, de 22 anos.

O reconhecimento do corpo foi feito na tarde desta quinta-feira (2) pela irmã de Renata. A jovem estava desaparecida desde o dia 27 de maio. Ela saiu de casa após receber uma mensagem e ir até o carro que estava parado no lado de fora.

O policial militar Peterson da Mota Cordeiro é o suspeito do crime. Ele está preso temporariamente suspeito de estuprar pelo menos três mulheres. Durante as investigações dos estupros, a polícia encontrou pertences de Renata Larissa na casa do PM.

De acordo com a delegada Eliete Kovalhuk. “Além do mandado de prisão temporária foi cumprido um mandado de busca e apreensão na residência dele. A partir disso descobrimos que tem várias outras vítimas já que ele filmava os crimes. O suspeito obrigava algumas das vítimas a dizer o nome e a idade e uma das vítimas se identificou como Larissa, de 22 anos. Também encontramos as tatuagens semelhantes a de Larissa Renata nas imagens”, explicou a delegada responsável pelo caso.

Os familiares chegaram a receber uma mensagem do celular dela, mas acreditam que tenha sido enviada por outra pessoa.

De acordo com a delegada, existem apenas três vídeos e fotos dos crimes cometidos com Larissa.

“Nós fizemos um mapeamento de onde a maioria dos casos aconteceram, que foram na região do zoológico, onde ele demonstrou conhecer muito bem”, afirmou Eliete. “Nós acreditamos que ele não tinha os planos de matar Renata, já que ele deixou as outras vítimas saírem vivas. Acreditamos que ela tenha tido alguma reação e que ele tenha feito isso para ocultar o crime”, explicou.

Peterson prestou depoimento ontem e preferiu manter silêncio. Os familiares das vítimas ainda não foram ouvidas.

“Ontem outra vítima procurou a delegacia e denunciou outro caso de estupro em relação ao suspeito e afirmou que ele apresentou nervosismo e intenção de matá-la, mas resolveu poupar a vida dela”, disse.

O PM já responde a dois inquéritos por estupro e neste caso deve responder por feminicídio, homicídio qualificado e ocultação do cadáver. De acordo com a polícia, já foi feito o pedido de prisão preventiva.

“Ele acredita que tinha consentimento das mulheres, mas não aceitava o momento que elas deixavam de consentir e forçava algumas coisas com graves ameaças”, disse a delegada.

Os policiais da Delegacia da Mulher encontraram o corpo na manhã de quarta-feira (1). O corpo foi encontrado próximo ao local onde foi emitido o último sinal de GPS do celular da vítima.

 

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