IML confirma que suspeito preso em SP é o assassino de Rachel Genofre

Ana Cláudia Freire

O Perito Criminal do IML (Instituto Médico Legal), Hemerson Bertassoni Alves, afirmou em coletiva nesta sexta-feira (20),  que o suspeito preso em São Paulo é o assassino de Rachel Genofre.

Bertassoni disse ainda que o crime só pôde ser solucionado graças à cooperação das forças policiais dos estados do Paraná, de São Paulo e do Governo Federal, através da RIPG (Rede Integrada de Perfis Genéticos). “A Polícia Cientifica, a Polícia Civil e as forças de segurança do Estado nunca pararam nesse caso, sempre houve essa integração. Os resultados que nós estamos tendo agora são frutos de toda essa integração”, afirmou o perito.

Caso Rachel Genofre está “100% resolvido” diz polícia, 11 anos após o crime

Sobre a confirmação do suspeito, Carlos Eduardo dos Santos, de 54 anos, Bertassoni explica que os resultados genéticos e os dados coletados, “sustentam que o perfil genético encontrado no corpo da Raquel seja desse suspeito preso em São Paulo, do que de qualquer outro suspeito escolhido aleatoriamente na população”.

O IML  informou ainda que 170 materiais genéticos foram coletados dos presos suspeitos e confrontados com as amostras coletadas do corpo de Raquel, em 2008.

O perfil genético de Carlos Eduardo dos Santos não estava na lista dos 170 presos suspeitos. Ele não estava sendo investigado pela Polícia do Paraná. Carlos só foi encontrado através dos cruzamentos de dados no sistema nacional. “A Lei diz que todos os indivíduos, condenados, tramitados e julgados, que tenham praticado algum crime como homicídio, roubo, estupro, que são crimes hediondos,  devem doar material a esse banco”, disse Bertassoni.

Foi dessa forma que os dados coletados de Carlos Eduardo, em São Paulo, puderam ser cruzados com os dados de Raquel, inseridos no sistema, aqui no Paraná.

IML - caso Raquel Genofre
Laboratório de Análises do IML – William Bittar/CBN Curitiba

Em coletiva feita no fim da tarde desta quinta-feira (19), o Secretário de Segurança Publica do Paraná,  Rômulo Marinho Soares, afirmou que o caso foi solucionado, depois de quase 11 anos de investigações.

O suspeito, Carlos Eduardo dos Santos, de 54 anos, está detido em Sorocaba, no interior de São Paulo.

O DNA do suspeito é compatível com os rastros encontrados no corpo de Rachel Genofre. O crime aconteceu em 2008, quando Rachel tinha apenas  nove anos de idade.

O corpo de Rachel Genofre foi encontrado, dentro de uma mala, deixada sob uma escada da rodoferroviária de Curitiba.

A motivação do crime ainda não foi esclarecida.

CASO RACHEL GENOFRE

Rachel Genofre desapareceu no dia 3 de novembro de 2008. O último paradeiro conhecido da garota, na época com 8 anos de idade, era em um ponto próximo à Praça Rui Barbosa, na Rua Voluntário da Pátria, no Centro de Curitiba.

O corpo de Rachel foi localizado dois dias depois, em 5 de novembro. Esquartejado, com sinais de estrangulamento e violência e sexual, o corpo foi encontrado dentro de uma mala, que foi deixada embaixo de uma escada da Rodoferroviária de Curitiba.

A identidade foi confirmada após exame de perícia do IML (Instituto Médico-Legal). O Instituto de Criminalística foi acionado por fiscais e policiais militares, após dois indígenas que dormiam na rodoviária se depararem com a mala suspeita.

Colaborou com informações Willian Bittar/CBN Curitiba

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Jornalista - Chefe de Redação do Paraná Portal