Incêndio atinge bairro e desabriga 80 pessoas na CIC

Andreza Rossini


Um incêndio de grandes proporções atingiu o bairro Vila Corbélia, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), na noite desta sexta-feira (7).

Um policial militar foi assassinado na região na madrugada de ontem pra hoje. Ainda não se sabe como o fogo começou, mas em vídeos gravados na região, a comunidade 29 de maço, moradores alegam que seria uma ação de vingança de policiais.

De acordo com a prefeitura, cerca de 80 pessoas foram abrigadas na  Escola Municipal Doutor Hamilton Calderari Leal. Elas receberam colchão, cobertores e alimentos. Cerca de 300 casas foram atingidas.

Não há registros de mortos, feridos ou pessoas desaparecidas, segundo a Polícia Militar. A ocupação existe há quatro anos e abrigava cerca de 400 famílias.

A ação de combate ao incêndio durou mais de duas horas e foram empregadas 10 viaturas. Um PM e um bombeiro foram feridos por moradores da região durante a ação, ainda de acordo com a Polícia Militar.

A administração municipal acionou Defesa Social, Guarda Municipal, Fundação de Ação Social (FAS), Secretaria Municipal da Educação, Secretaria Municipal da Saúde, para os atendimentos na região.

O Centro de Referência da Assistência Social (Cras) também está aberto para atendimento à população.

A Secretaria de Segurança Pública (Sesp) afirmou que um inquérito foi instaurado para apurar o caso. O suspeito de assassinar o policial se entregou à delegacia da Polícia Civil, foi ouvido e liberado, pois não havia mandado de prisão em seu nome em aberto.

Veja a nota na íntegra

A Secretaria de Segurança Publica determinou à Polícia Civil a apuração rigorosa das causas do incêndio na Vila Corbelia, no CIC. Um inquérito policial será instaurado pela Delegacia de Explosivos Armas e Munições (Deam) para apurar o caso. Uma equipe já foi designada para atender o local. O Instituto de Criminalística foi acionado também para exames periciais.

Em relação ao suspeito do homicídio contra o policial militar que se apresentou à Polícia Civil, ele será ouvido pela Divisão de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), já que não pode ficar preso pois não havia mandado de prisão em seu nome no sistema da Polícia Civil do Paraná.

A PM deve se posicionar por meio de nota a respeito da acusação de represália.

 

 

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