Incêndio em Curitiba: em 18 horas de trabalho, bombeiros usam 15 mil litros de água

Francielly Azevedo e Vinicius Cordeiro

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O incêndio em um barracão de materiais cirúrgicos no bairro Xaxim, em Curitiba, causou dificuldades ao Corpo de Bombeiros. O fogo começou por volta das 21h desta segunda-feira (2) e já superou a marca 18 horas.

A propriedade é da empresa Joaomed e fica localizada na rua Alcino Guanabara, esquina com a rua Wilson Lois Koehler Júnior. Contudo, o teto da empresa já foi completamente destruído pelas chamas. Além disso, os bombeiros tiveram que derrubar algumas paredes combater o fogo.

O que complicou a ação dos bombeiros foram os produtos altamente inflamáveis. Por causa dos diversos focos de incêndio, são utilizados 3 caminhões e 10 carros de apoio. Isso resultou na utilização de mais de 15 mil litros de água no enfrentamento às chamas.

“É [um trabalho] bem extenso. Como tem muito material, é difícil precisar quanto tempo vai levar. Mas tem bastante trabalho ainda”, disse a tenente Ana Paula Bagge. Apesar disso, os trabalhos já estão na fase de rescaldo, onde o fogo já está controlado. A missão agora é apagar todos os focos de incêndio.

Ninguém ficou ferido no local, que só contava com um vigia noturno durante a ocorrência.

Incêndio destrói parte de um barracão industrial em Curitiba. Foto: Daniel Bueno/Photo Press/Folhapress

INCÊNDIO ASSUSTA VIZINHANÇA

A fumaça do incêndio pode ser visto da Linha Verde e chega a assustar quem passa pela região sul de Curitiba. Entretanto, os bombeiros alegam que a população não corre nenhum risco pela expansão dela.

A dona de casa Maria José, que mora há 57 anos no bairro, estava vendo televisão quando o fogo começou a se espalhar.

Ela conta que diversas pessoas da vizinhança foram ao local na noite de ontem para saber o que estava acontecendo. “Nunca vimos algo assim na região. Meu filho pegou o carro e viemos ver. Tinha muita gente, todo mundo assustado”, conta.

Ela pensou que os fogos tivessem vitimado alguma pessoa, mas ficou aliviada ao saber que o episódio não deixou ninguém ferido. “Sempre pensamos no pior, né?Achávamos que era a loja de madeira. Só depois fomos saber que era a loja de medicamento”, finaliza.

Publicado por Ítallo Freitas em Segunda-feira, 2 de setembro de 2019

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.