Incêndio Vila Corbélia: acusado de matar PM vai a júri popular

Francielly Azevedo

incêndio na Vila Corbélia em Curitiba

O homem acusado de matar o policial militar Erick Norio, em dezembro de 2018, na Vila Corbélia, vai a júri popular nesta terça-feira (22). O julgamento está previsto para começar às 13h30 no Tribunal do Júri, em Curitiba.

Sete testemunhas devem ser ouvidas pelo júri, sendo três de defesa e cinco de acusação. A previsão do judiciário é que o julgamento encerre ainda hoje.

Depois da morte do soldado da PM, casas foram incendiadas na madrugada do dia 7 de dezembro, na Ocupação 29 de Março, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). A Polícia Militar, o Ministério Público do Paraná e a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa abriram diligências para apurar as circunstâncias dos ocorridos.

O soldado Erick Norio foi assassinado em dezembro de 2018 – Reprodução Facebook

No último mês de setembro, três policiais foram presos pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) por suspeita de participação no incêndio. Na ocasião, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em três cidades do Paraná e um município do Rio Grande do Norte.

O CASO

O policial militar Erick Nório, do 23º Batalhão, foi atingido por dois tiros ao chegar na comunidade 29 de Março para atender uma ocorrência de perturbação de sossego. Além do PM, dois moradores da vila foram mortos e um motorista de aplicativo ficou ferido a tiro.

Na mesma noite, a Vila foi incendiada. Moradores acusaram a PM de represália. Já a PM atribuiu o incêndio a uma ação do “crime organizado” e rebateu a acusação.

Em um vídeo entregue ao Ministério Público do Paraná dois homens, que vestem coletes balísticos da Polícia Militar, descem de um carro branco e atiram contra casas e ordenam que moradores de uma área de invasão em Curitiba se recolham.

Dias depois, após a divulgação do vídeo, a PM confirmou que os homens que aparecem atirando horas antes do início do incêndio no local pertencem à corporação.

Na ocasião, moradores relataram terem sido torturados e testemunharam policiais consumindo cocaína e espalhando gasolina sobre casas momentos antes do início do fogo.
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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.