Inquérito para apurar depredação em Curitiba é aberto pela Polícia Civil

Mirian Villa e Vinicius Cordeiro


Um inquérito para apurar a depredação durante uma manifestação em Curitiba foi aberto pela PCPR (Polícia Civil do Paraná). A confusão aconteceu na segunda-feira (1º), quando lojas, agências bancárias, prédios do Governo, estações-tubo e pontos de ônibus foram danificados.

De acordo com o delegado Rodrigo Brown, as investigações prosseguem para identificar novas pessoas que agiram com atos de violência após a manifestação e também, pessoas que incentivem essa prática pelas redes sociais.

Para isso, a polícia irá irá analisar imagens de câmera de segurança. Além disso, testemunhas serão ouvidas para entender em que momento foi iniciada a depredação.

“Nós temos conhecimento de outras manifestações que vão ocorrer e, os órgãos de inteligência, vão trabalhar ativamente para reprimir esse tipo de conduta, fazendo com que as pessoas sejam responsabilidades e presas por esse tipo de incitação”, explicou Brown.

ATO ANTIRRACISTA ANTECEDE DEPREDAÇÃO EM CURITIBA

O ato antirracista, que sucedeu os atos criminosos, foi convocado pelas redes sociais e teve início na Praça Santos Andrade, em frente ao prédio histórico da UFPR (Universidade Federal do Paraná).

“Vidas negras importam. Queremos o fim das operações policiais violentas na favela”, dizia um dos convites, que contava com fotos de negros assassinados, como George Floyd, assassinado brutalmente por um policial nos EUA na semana passada, e João Pedro, de 14 anos, morto com um tiro na barriga durante uma operação policial no Rio de Janeiro.

Após a concentração de pessoas, centenas de manifestantes caminharam por cerca de dois quilômetros rumo ao Palácio Iguaçu, no Centro Cívico. Segundo a Polícia Militar, cerca de 1.200 pessoas estavam no local.

Entretanto, um grupo decidiu por queimar a bandeira do Brasil que fica hasteada em frente ao Palácio do Iguaçu, no Centro Cívico, e passou a vandalizar diversos pontos do Centro. Por causa dos danos ao patrimônio público, a PM (Polícia Militar) optou por intervir. Ao final de toda a ação, sete pessoas foram detidas.

A organização da manifestação antirracista disse que o ato foi um sucesso e indicou que os atos de vandalismo foram praticados por infiltrados.

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