Institutos alertam para tempestade e granizo

Fernando Garcel e BandNews FM Curitiba


Uma nova tempestade deve atingir Curitiba e região metropolitana nas próximas horas. O alerta foi emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Centro de Previsão de Tempo e Eventos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pelo Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar). Ontem, uma tempestade trouxe chuva forte e alagamentos em vários bairros da capital paranaense.

Curitiba debaixo dágua: alagamentos, desabamentos e quedas de árvore

O aviso prevê ventos intensos de até 100 quilômetros por hora e incidência de chuva entre 30 e 60 milímetros. Também estão previstos ventos fortes e granizo. Segundo o Simepar, a frente fria se organiza entre o nordeste da Argentina e o sul do Uruguai e áreas de instabilidade se organizam e avançam rapidamente no sentido sudoeste para nordeste, isto é, se organizam entre o Rio Grande do Sul e a Argentina e avançam rapidamente até os demais estados do Sul onde a atmosfera está aquecida e há muita umidade disponível na atmosfera. Essa condição é favorável a formação de temporais.

Nesta área demarcada no mapa, ocorrerão pancadas de chuva, acompanhadas de descargas elétricas e rajadas de vento forte. Entre a tarde e a noite a chuva forte deverá se deslocar para áreas do PR, SP, RJ e MS, acompanhadas de rajadas de vento forte, descargas elétricas e eventual queda de granizo. | Inpe

“Rajadas de ventos moderados a fortes já foram registrados no oeste e no sudoeste do Paraná com a evolução e devido ao  desenvolvimento dos  temporais”, aponta o meteorologista Cezar Golçalves Duquia, do Simepar.

Para amanhã, a previsão é que a frente fria avance para o oceano e o dia seja quente e abafado com chuvas a partir da tarde. A previsão do tempo aponta que o risco de temporais é maior no interior do Paraná.

Enchentes

Os desastres ambientais causados pelo excesso de chuva nos últimos meses podem evitados com gestão ambiental. É a avaliação do professor da Universidade Federal do Paraná e especialista em desastres, Renato Lima. Ele explica que alguns reservatórios que já existem na cidade são exemplos de medidas que ajudam a reduzir os problemas causados pela enchente.

“Existem reservatórios subterrâneos que no momento da enchente guardam uma parcela da chuva e vão liberando depois”, aponta o professor. “Outro exemplo é a utilização dos reservatórios que podem ser feito nos parques da cidade para que no momento da chuva eles guardem água. Antes da cheia ele tem que ser reduzido o volume para que na chuva ele guarde água e depois libere lentamente”, conta Lima ao mencionar a gestão da água na cidade.

O professor avalia que previsões podem ajudar a calcular a possibilidade de inundações para que as pessoas que moram em áreas atingidas com frequência possam se prevenir de alguma forma.

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