Justiça ouve motociclista que atropelou três pessoas na Avenida Batel

O motociclista Leonardo Magalhães Fonseca, de 23 anos, acusado de atropelar e ferir três pessoas em uma calçada no bairr..

Francielly Azevedo - 22 de outubro de 2019, 09:49

Foto: Lucian Pichetti
Foto: Lucian Pichetti

O motociclista Leonardo Magalhães Fonseca, de 23 anos, acusado de atropelar e ferir três pessoas em uma calçada no bairro Batel, em Curitiba, será ouvido pela Justiça nesta terça-feira (22). A primeira audiência de instrução será na Segunda Vara de Delitos de Trânsito de Curitiba e acontece quase um ano e quatro meses após o caso, que aconteceu em julho do ano passado.

O jovem responde ao processo em liberdade por ter cumprido todas as determinações judiciais.

Segundo um laudo pericial apresentado pela Polícia Civil após o acidente, o acusado estava pilotando a moto a 120km/h no momento em que atropelou as vítimas. A velocidade era três vezes acima do permitido na via. Além disso, Leonardo empinava o veículo no momento em que perdeu o controle.

Na resposta à acusação do Ministério Público do Paraná, a defesa de Leonardo Fonseca comandada por Louise Mattar Assad disse que “se reserva o direito de se manifestar sobre o mérito após a audiência de instrução, na qual provará que a versão dada na denúncia não condiz com o dia dos fatos”.

Leonardo é réu por lesão corporal culposa e participação de disputa ou competição automobilística em via pública.

O CASO

Na tarde do dia 7 de julho, Leonardo perdeu o controle da moto após empinar o veículo e atingiu três pessoas na calçada. As três vítimas foram: uma idosa, de 88 anos, que teve a perna ferida e recebeu alta no mesmo dia do acidente; uma mulher, de 39 anos, que ficou quase três semanas internada; e uma menina de oito anos, que ficou 16 dias no Hospital Pequeno Príncipe, e chegou até a ser mantida em coma induzido logo após o acidente.

O motociclista ficou seis dias internado, foi ouvido pela Polícia Civil e está sendo monitorado por tornozeleira eletrônica, atendendo uma ordem judicial. O pai dele responde criminalmente por ter emprestado a moto mesmo sabendo que o jovem estava com a CNH suspensa.